O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pode ser o novo ministro da Fazenda em um eventual governo Temer, se o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff passar e o vice Michel Temer assumir o posto de chefe de Estado.

Meirelles e Temer marcaram um encontro neste sábado (23/04), no Palácio do Jaburu, em Brasília, residência oficial do vice-presidente. Segundo aliados de Temer, a ideia é oferecer o cargo, mas não de forma oficial, pois não está definido quando Temer assumirá o poder - se assumirá.

Meirelles, desde a época em que era presidente do Banco Central, demonstrava interesse em ser ministro.

No governo Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já o elogiou por sua postura. E Henrique Meirelles é cotado tanto pelos governistas do PT, quanto oposicionistas do PMDB, partido de Michel Temer.

Ao entrar no governo, Henrique Meirelles deve enfrentar duras missões de controlar os altos índices da inflação, que gira e torno de 9%, no Brasil, atualmente. No governo Lula, quando Antônio Palocci era ministro da Fazenda, Meirelles foi responsável por controlar a taxa Selic de juros.

Após a queda de Palocci e Guido Mantega assumindo, Meirelles enfrentou vários embates e conseguiu baixar as taxas de juros.

Manifestação

Integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) protestaram, na tarde dese sábado (23), em frente ao Palácio do Jaburu, onde mora o vice Michel Temer, com faixas de protesto contra um suposto "golpe" do vice contra a presidente Dilma Rousseff.

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São cerca de mil pessoas com camisas vermelhas e bandeiras do MST, CUT e do PT.

Os integrantes acreditam que o processo de impeachment que ocorreu na Câmara dos Deputados, com 367 votos favoráveis ao impedimento de Dilma, foi um golpe de estado, e acreditam que todo o rito é inconstitucional, pois, segundo eles, Dilma ainda não foi condenada.

O Tribunal de Contas da União reprovou as contas de Dilma pelas pedaladas fiscais cometidas nos últimos anos. Foram créditos aprovados para liberar mais dinheiro ao governo federal.