Em um evento ligado à entidades de educação nesta sexta-feira, dia 8, em São Paulo, o ex-presidente Lula teceu críticas ao acordo de delação premiada feito pela Andrade Gutierrez, no qual cita os nomes tanto do PT quanto do PMDB, no esquema de recebimento de propina das construtora que formavam o consórcio responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Lula aproveitou a ocasião para criticar duramente aqueles que são a favor do impeachment da presidente Dilma. 

O ex-presidente comentou, de modo irônico, o conteúdo da delação premiada fechada pela empreiteira durante a operação Lava Jato. Os executivos da empresa declararam em depoimento que, tanto o PT quanto o PMDB, foram beneficiados com o repasse de R$ 150 milhões, a título de propina, que foi repassado pela empresas responsáveis pela construção da Usina do estado de Minas Gerais.

O valor citado refere-se a 1% do total da obra. O pagamento teria sido feito entre nos anos de 2010, 2012 e 2014. Este valores aparecem contabilizados sob a forma de doações legais. 

Lula criticou a informação e disse que o episódio assemelhava-se ao Big Brother. Sem citar o nome da empresa que ele afirmou ser ligada aos tucanos, estranhou o fato da sigla não aparecer nos conteúdos como beneficiária do esquema de recebimento de dinheiro. O ex-presidente pediu a Rui Falcão, dirigente do PT, que, de agora em diante, seguisse o PSDB nas doações legais de dinheiro para as próximas campanhas políticas.

Ainda criticando a sigla tucana, Lula citou as palavras do senador de seu partido, Lindbergh Farias (PT-RJ), de que o PSDB costuma arrecadar na 'sacristia', enquanto as doações ao PT são consideradas como fruto de propinas.

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Durante o seu discurso, Lula atacou o processo de impeachment e classificou todos aqueles que o defendem como inimigos. Ele disse ainda que todos os brasileiros que defendem o processo são desinformados e que não gostam de política.

Ainda em defesa de Dilma, o ex-presidente declarou que não se conforma com todo o processo ao qual a petista está sendo submetida.  Esta inconformação vem, segundo Lula, desde a abertura da  Copa de 2014, quando a presidente chegou a ser vaiada e também hostilizada com alguns xingamentos.