O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez de uma suíte de hotel, localizado a sete quilômetros do Palácio do Planalto, o seu gabinete político, onde tem feito negociações e articulações políticas com “possíveis” aliados desde que teve sua nomeação de ministro da Casa Civil suspensa pelo poder judiciário.

Lula atualmente é o principal alvo das investigações da operação Lava Jato e está terminantemente impedido de pisar no Palácio do Planalto, pelo menos até quinta-feira, 7, onde o Superior Tribunal Federal irá julgar o recurso interposto pela defesa de Lula para que ele possa assumir a Casa Civil.

A imprensa apelidou a suíte do hotel onde Lula está hospedado de quartel general do “Fica Dilma”. Nos últimos dias, dirigentes de partidos, ministros, senadores e deputados da fragmentada base do Governo no Congresso se reuniram ali.

Por coincidência, a suíte onde Lula está hospedado é a mesma em que Delcídio do Amaral se hospedava, e também local onde a Polícia Federal fez a prisão do senador do PT-MS.

Vez ou outra Lula sai do seu “gabinete improvisado” e se reúne com interlocutores em locais reservados

De vez em quando, Lula sai de seu “gabinete improvisado” para angariar mais apoio ao “projeto Fica Dilma”. Na última quarta-feira (30), Lula saiu do hotel e foi para o apartamento do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Após esse encontro, Lula conseguiu acertar a permanência de Helder Barbalho (filho de Jader) na Secretaria de Portos.

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Lula Governo

A permanência de Helder foi confirmada mesmo após o desembarque do PMDB do governo.

Na quinta-feira (31), Lula se reuniu com Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), mesmo partido do falecido Eduardo Campos. Na contabilidade de Lula, após esse encontro, seis ou sete votos de 31 possíveis podem ter sidos angariados para a continuidade do governo Dilma.

Argumento de Lula utilizado em encontros é a de um novo “pacto nacional”

Lula se utiliza do argumento, para convencer aliados, que após o cancelamento da continuidade do processo de Impeachment, haverá um “pacto nacional” que visa uma abertura do governo para dialogar com todas as forças políticas, incluindo a oposição (PSDB), para que sejam estabelecidas novas diretrizes que nortearão o crescimento que “refundarão o governo” e mudarão a cara da administração pública.

Saída da crise é colocar dinheiro na mão do pobre

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a avaliação de Lula para saída da crise é que a presidente tome medidas urgentes para “colocar dinheiro na mão do pobre”.

Lula se interfere de tal forma na tomada de ações do governo que, em uma das discussões sobre o assunto, ele perdeu a paciência com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que afirmou que tais medidas já estão em andamento.Lula afirmou: “Se tais medidas já estão em andamento, então vocês precisam se comunicar melhor, porque se eu não sei, ninguém sabe”.

O fato é que os próximos dias serão cruciais para decidir se o gabinete da Casa Civil, que fica situado um andar acima do da Presidência da República, continuará desocupado ou será ocupado por Lula.

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