Em 1992, muitas disputas e divergências políticas tomavam conta do cenário brasileiro, buscando um possível afastamento do então presidente Fernando Collor de Melo. Na época, Luiz Inácio Lula da Silva recorreu a Roberto Marinho, então presidente das Organizações Globo, pedindo o apoio da emissora para que ela movimentasse campanhas a favor do processo de Impeachment contra o presidente Collor. Naquele ano de 1992, o impeachment de Collor era positivo ao partido dos trabalhadores. O sindicalista, juntamente com Mercadante, não estava preocupado com as questões jurídicas, mas sim, em defender uma união dos meios de comunicação na obtenção do afastamento de Fernando Collor.

Na época, o PT proporcionou muitas passeatas e atos públicos, deixando evidente o objetivo de um Brasil mais justo e ético. Mercadante, atual ministro da Educação de Dilma, comentava, nos discursos, que a história escaparia entre os dedos se virassem às costas para a realidade. Hoje, Mercadante mudou um pouco o seu discurso, criando um alarme de que há uma tentativa de "golpe" escondida no processo de impeachment, ocasionando um pouco de incoerência ao relacionar o passado e o presente em questão.

50 pedidos de impeachment

O Partido dos Trabalhadores já apoiou 50 pedidos de impeachment contra Collor, Itamar e Fernando Henrique Cardoso. Porém, hoje, o PT considera o impeachment como um atentado à democracia. Palavras, como "não vai ter golpe", são ditas em manifestações contra o impeachment da presidente petista Dilma.

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Antigamente, o Partido dos Trabalhadores não citava a palavra "golpe", mesmo que as justificativas para os processos de impeachment da época não fossem tão precisos.

Governo esgotado

Segundo o ex-presidente da Câmara, o deputado Ibsen Pinheiro, o governo de Dilma se esgotou e o remédio para isso é o impeachment. Classificar o impeachment, como "golpe", é o mesmo que afirmar que foi golpe o que aconteceu com Fernando Collor. Impeachment é um instrumento constitucional e legal, completou o deputado.