Política é assim, você olha e está de um jeito, você pisca e já está de outro, ensinavam velhas raposas do passado. E é verdade. Quem não se lembra da insistência de Lula para que Dilma incluísse na sua equipe econômica o homem que foi o presidente do Banco Central nos seus dois mandatos como presidente? Pois então: como sabemos, Dilma resistiu. Agora é quase certo que em um eventual governo de Michel Temer, o ex-presidente do BC possa assumir o ministério da Fazenda.

Henrique Meirelles, um homem de sucesso no mundo das finanças - foi presidente do BankBoston no Brasil e também presidente mundial da instituição -, tem como credencial para o cargo a sua gestão frente ao Banco Central nos governos Lula, quando conduziu o barco da economia com eficiência, evitando eventuais tormentas.

A possibilidade de Meirelles assumir o ministério da Fazenda, se Temer assumir a presidência, anima o mercado.

Ontem, quando essa possibilidade ganhou força, a Bolsa de Valores subiu e a cotação do dólar caiu. Mas, na realidade, Meirelles tem muitos desafios a vencer. Desafios maiores do que teria no início do Governo Dilma, caso ela aceitasse os conselhos de Lula.

O principal desses desafios é nomear técnicos do setor bancário para os bancos públicos, evitando a sua utilização com motivações políticas. Não é tarefa fácil, dado o apetite das forças políticas pelo dinheiro público.

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Lula Michel Temer

O ponto ruim de uma eventual gestão de Meirelles é a notícia de que ele seria responsável pela nomeação do Banco Central. Isso representaria um retrocesso na luta para que o Banco Central, como acontece em países mais desenvolvidos, atue com independência na defesa da moeda nacional. Mas, resta esperar para ver.

Enquanto Temer vai conversando e montando uma equipe para a eventualidade de assumir a presidência, Lula promete infernizar a vida do atual vice com críticas, denúncias, greves e invasões de terras por parte do que ele chama de “exército do Stédile”.

Engraçado vai ser ouvi-lo criticar a gestão de Meirelles, por quem lutou para ver na equipe de Dilma.

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