O parlamentarismo e o fim da reeleição estão recebendo abordagens recorrentes ao longo das últimas horas. O vice-presidente, Michel Temer, está muito mais empenhado em ouvir, do que em firmar posição. Mas, ao menos em relação a um dos temas, ele já fixou o que vai fazer. Prometeu que não vai disputar as eleições presidenciais de 2018.

A proposta da adoção do parlamentarismo foi trazida pelo deputado Roberto Freire, atual presidente do PPS (Partido Popular Socialista).

Já a tese do fim da reeleição recebeu o apoio, de uma importante ala do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Reunidos em São Paulo, os mais ilustres dos tucanos continuam reticentes, quanto a participar institucionalmente do governo.

Se posicionaram favoravelmente ao fim do instituto da reeleição

Aécio Neves chegou a comentar que isso é natural, já que Michel Temer mencionou que não tem a intenção de criar um novo governo. Neves também falou que o PSDB não se impõe, quanto a isso.

O fim da reeleição, também ganhou adesão dentro do PSB (Partido Socialista Brasileiro). Que era o partido de Itamar Franco, que assumiu a presidência assim que Fernando Collor de Melo sofreu o Impeachment.

Possíveis ministros de um governo Temer

Procura-se um bom nome para ocupar o Ministério da Justiça. A esse Ministério estão subordinados a Polícia Federal, a Funai (Fundação Nacional do Índio), a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e a Guarda Nacional. Não está fácil encontrar alguém que se enquadre no perfil.

O primeiro a ser convidado, o advogado Antônio Claudio Maris de Oliveira, caiu antes mesmo de sentar na cadeira por causa de uma entrevista, publicada ontem pelo jornal Folha de São Paulo.

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O ex-ministro do supremo, Aires Brito, que o vice-presidente Michel Temer queria ver nomeado, prefere ficar na defensiva.

Em relação a outras pastas, a bolsa de apostas continua especulando alto. O mais novo nome cotado é o de Roberto Rodrigues, que tem perfil técnico e político além de vinculações históricas com o agronegócio. A ele seria destinado o Ministério da Agricultura.

Com o apadrinhamento do PRB (Partido Republicano Brasileiro), que cedeu todos os 22 votos de sua bancada para a aprovação do impeachment na Câmara.