O deputador federal Jair Bolsonarovotou sim no processo de Impeachment contra DilmaRousseff dia 17 de abril de 2016, e, antes de finalizar o voto, fez citações sobre o comunismo e a ditadura de 64, também homenageou ocoronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de ser um torturado nos anos 60 e 70.

Em análise, a OAB do Rio de Janeiro concluiu que o deputado infringiu os direitos parlamentares e deve ter o mandato cassado, pois citar um torturado é fazer apologia ao crime.

A Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro entrou com o protocolo nesta segunda-feira (25) noConselho de Ética da Câmara por má conduta no serviço público e quebra de decoro parlamentar.

Com as acusações de incentivo a violência, falta de decoro e apologia ao crime, Bolsonaro, através do assessor de imprensa, disse que vai esperar a acusação se protocolar para depois se pronunciar aos eleitores e Justiça.

Carlos Alberto Brilhante Ustra era coronel do exército brasileiro e foi apontado como um dos maiores torturados na época da ditadura. Em entrevista ao Fantástico, domingo (24), três ex-parlamentares presos delataram que Ustra seria o responsável por mais 47 desaparecimentos nos anos de 1970 à 1974.

Em depoimento ao jornal BBC, overeador Gilberto Natalini (PV-SP) afirma ter sofrido diversas formas de tortura no período em que o coronel Ustra era comandante doórgão de repressão do governo.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lula

Este depoimento consta no processo de cassação do mandato de Bolsonaro, para assim afirmar a má conduta do deputado em defender um torturador, segundo a OAB do Rio de Janeiro.

Os senhoresFelipe Santa Cruz, presidente da OAB-RJ, Luciano Bandeira Arantes, presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas, Fábio Nogueira Fernandes, procurador-geral da OAB-RJ e Thiago Gomes Morani, subprocurador-Geral da OAB/RJ, são os responsáveis pelo documento de cassação e dizem lamentar o posicionamento do parlamentar, pois é impossível um representante do poder público defender a tortura.

Jair Bolsonaro é um parlamentar e por isso tem imunidade jurídica, podendo ser processado somente com a liberação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Por isso, caberá a Janot levar ou não a acusação adiante.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo