Uma grave crise política gerada pela debandada de prefeitos petistas para outros partidos se instalou no PT. Segundo levantamento feito pela Folha de São Paulo, 135 dos 638 prefeitos do partido espalhados por todo o país pediram desfiliação partidária para se filiar a outros partidos nos últimos meses.

Esse fenômeno da desfiliação partidária, foi iniciada logo após a instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, além disso, a janela de filiação partidária foi aberta no mês de março.

São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro são os estados com maior número de desligamentos

O levantamento também apontou os estados brasileiros com maior número de desfiliações, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro (governados por PSDB e PMDB) sendo que além de pedidos de desfiliação, expulsões, gestores que renunciaram e políticos cassados também foram somadas a esse levantamento.

Os números da pesquisa foram colhidos até 15 de abril e apontam que um em cada cinco prefeitos eleitos na última eleição em 2014 deixaram o PT.

São Paulo lidera o ranking de desfiliações com quase metade de desfiliações

O estado de São Paulo lidera o ranking, dos 74 prefeitos eleitos na última eleição 36 abandonaram o partido e disputarão a próxima eleição por outra legenda, como no caso da prefeitura de Osasco (cidade com mais de 500 mil habitantes) onde o prefeito Jorge Lapas pediu desfiliação no mês de março.

Confira o ranking de desfiliações em outros estados e o número total de prefeitos por estado:

  • Paraná 19 desfiliações de 41 prefeitos
  • Rio de Janeiro 7 desfiliações de 12 
  • Mato Grosso do Sul 8 desfiliações de 13 
  • Minas Gerais 15 desfiliações de 113 
  • Bahia 11 desfiliações de 93
  • Santa Catarina 7 desfiliações de 46 
  • Goiás 6 desfiliações de 16
  • Pernambuco 4 desfiliações de 13 
  • Tocantins 5 desfiliações de 10 
  • Piauí 5 desfiliações de 21 
  • Mato Grosso 4 desfiliações de 10 

Os outros estados também possuem prefeitos que pediram desfiliação, porém, em menor número.

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O motivo alegado pelos prefeitos para a mudança de legenda é sempre o mesmo, “momento delicado que o partido vive” e “após denúncias de corrupção pela Operação Lava Jato”.

O fato é que essas desfiliações preocupam líderes e ameaçam cada vez mais o futuro de um dos partidos mais tradicionais da política brasileira.