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Na última sexta-feira (29), a presidente Dilma Rousseff decidiu lançar algo como um "pacote de bondades" com objetivo de comprometer o possível governo de Michel Temer, mesmo com sua equipe econômica sendo contra a ideia por achar que o governo não pode promover novos gastos. Isso acontece poucos dias antes da votação do processo de impeachment pelo Senado. Se o processo for aprovado, a presidente será afastada do cargo por até 180 dias e o vice-presidente Michel Temer se torna presidente em exercício.

No evento que acontece amanhã, 1 de maio, em celebração ao Dia do Trabalhador e promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Dilma deve falar sobre reajustes de cerca de 5% na tabela do IR e dos benefícios do Bolsa Família.

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Até agora, a tabela do Imposto de Renda não havia sido corrigida em 2016.

Otávio Ladeira, secretário do Tesouro Nacional, não escondeu a dificuldade que será anunciar esses tipos de medidas sem que a meta fiscal desse ano seja revisada. De acordo com ele, o reajuste do Bolsa Família pode ficar só para quando a revisão for aprovada. 

Com alta probabilidade de ser afastada do cargo em maio, a estratégia de Dilma em seus possíveis últimos dias de governo é acenar para a base social do PT, tentando fazer contraponto a Michel Temer. Havia 1 bilhão de reais no orçamento para reajuste do Bolsa Família, mas isso não aconteceu; o valor acabou sendo transferido para outras áreas após os cortes de despesas de 2016.

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Mas isso agora pode mudar.

Ela subirá no palco da CUT, falará sobre as conquistas petistas e ainda alertará e criticará possíveis retrocessos com um governo de Michel Temer. O vice-presidente foi convidado pela Força Sindical para participar do evento, mas preferiu não ir. O motivo da recusa é evitar que seu comparecimento parece uma tentativa de adiantar o fim do processo de impeachment.

Dilma fará discurso no palco da CUT, mas não fará pronunciamento na televisão e rádio nacional para evitar panelaços pelo país e nem gravará vídeo para as redes sociais. 

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