E as parcerias continuam sendo feitas na busca de votos contra ou a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Por enquanto, a grande maioria está querendo que a petista deixe o poder, mas o Governo tem usado de todas as marcas para conseguir conquistar novos aliados.

A votação na Câmara já tem previsão de acontecer e, se tudo der certo, será neste próximo domingo (17). Hoje, o Placar do Impeachment está da seguinte forma:

  • A favor: 334
  • Indecisos: 22
  • Não quiseram responder: 30
  • Contra: 127

Lembrando que serão necessários 342 votos a favor para que a proposta seja aprovada.

A Advocacia Geral da União já entrou com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal no intuito de conseguir a anulação do impeachment contra a presidente. A justificativa é que Dilma teria sido cerceada. A AGU tenta um mandado de segurança a ser relatado pelo ministro Edson Fachin. O texto da Advocacia Geral analisa que a Câmara dos Deputados praticou vários atos que foram verdadeiras agressões à acusada, o que teria causado prejuízos imensos à defesa do impetrante.

José Eduardo Cardozo, advogado geral da União, foi quem assinou o recurso e garante que este processo de impeachment já ultrapassou todos os limites da denúncia. O advogado ainda afirmou que o relatório do deputado Jovair Arantes traz outros fatos, por exemplo, a "Operação Lava Jato" e que isso teria "ferido de morte o processo" da presidente.

Cardozo não parou por aí e alegou que outros fatos inclusos também desrespeitaram o regimento da Câmara dos Deputados.

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Mas, neste recurso, o advogado está tratando apenas do que ele considera como sendo inválido na tramitação do processo e não entrou em detalhes quanto ao mérito das acusações contra Dilma, mas que não está descartada a hipótese de, futuramente, ele vir a ingressar com novas ações.

E o advogado da União quer o máximo de urgência possível, mas elogiou Fachin, relator do processo, só que para ele a decisão deve ser analisada pelo plenário do Supremo e com o máximo de urgência possível.

"Não cabe ao Supremo analisar o mérito", alegou Cardozo, lembrando que Dilma respeitou o tempo de tramitação do processo na Câmara e é por este motivo que só agora estava entrando com um recurso.

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