Quando a mandatária máxima da nação, pertencente ao Partido dos Trabalhadores, está prestes a passar pelo processo democrático de Impeachment, alega-se com um coro de vozes que um “golpe” está em curso no país. Se impeachment é um golpe, o próprio PT tentou executá-lo nada menos que 50 vezes.

Este é um dado levantado pela senadora Ana Amélia Lemos, do PP do Rio Grande do Sul. Entre os anos de 1990 e 2002, o Partido dos Trabalhadores apresentou a incrível quantia de 50 petições de impeachment, para todos os presidentes eleitos democraticamente.

Mesmo quando vários ministros do Supremo Tribunal Federal se manifestam dizendo que o impeachment é legal, os integrantes do PT e a própria presidente insistem em alegar que o processo não é outra coisa senão “golpe”.

50 tentativas de 'golpe' do PT

A senadora Ana Amélia lembrou em especial, na sessão do Plenário ocorrida nesta terça-feira (29), da petição de impeachment proposta pelo PT em 1999, contra o então presidente Fernando Henrique Cardoso, no início de seu segundo mandato. O PT alegou que FHC havia cometido crime de responsabilidade fiscal, “estelionato eleitoral” e criado uma “política de recessão” por conta do PROER, um programa de estímulo à reestruturação do sistema financeiro nacional, e por ter prometido durante a campanha à reeleição a geração de empregos e o crescimento do país.

Em vista desta situação, a senadora declarou: “Nada como um dia atrás do outro. Nada como documentos, nada como a história. Em 2014, a campanha eleitoral (do PT) mostrou cenários maravilhosos de um Brasil crescendo, de um país de Pronatec infinito e ilimitado.

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De mais moradias de Minha Casa Minha Vida, que agora se chama 'minha casa, minha dívida'. Agora não há mais recursos, aumentaram os juros da casa própria. A inflação chegou nesse nível assustador, de um desemprego assustador”.

Ana Amélia também cobrou das autoridades, nesta quarta-feira (30), uma investigação a respeito de um panfleto distribuído em Brasília, com o objetivo de causar pânico entre a população que é contra o governo Dilma. Segundo a senadora, o panfleto, supostamente elaborado e distribuído pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), alega que se Dilma sofresse o impeachment, seriam extintos vários direitos trabalhistas, como horas extras, multas por demissão, 13º salário, além de benefícios como Pronatec e Bolsa Família.

Em plenário, a senadora declarou: “Mentem descaradamente como fizeram nas eleições, na minha campanha, no Rio Grande do Sul, foi isso o que fizeram contra a mim. Isso é uma intimidação”.