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A deputada Tia Eron, nova integrante do Conselho de Ética, será a responsável por analisar o processo de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A deputada já chegou pressionada pelos seus colegas de trabalho dizendo que ela faria uma manobra para favorecer Cunha. A deputada comentou, rebatendo as críticas, que tem uma grande admiração e respeito pelo peemedebista, devido seu excelente trabalho na Casa, porém, ela disse que será responsável e analisará com veemência o processo que envolve Cunha.

Tia Eron falou um pouco das qualidades que ela viu em Cunha. Projetos de lei que há muito tempo estavam na gaveta, o presidente da Câmara conseguiu trabalhar neles e fez a Casa produzir como nunca, relatou a deputada.

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De acordo com Eron, ela sabe do compromisso sério que tem para poder favorecer uma história mais correta para o povo brasileiro. Eron entrou no lugar do deputado Fausto Pinato, que renunciou por ter mudado de partido e não se achava cômodo permanecer na vaga que cabe ao PRB. Pinato era do PRB e mudou para o PP. 

Virada

No relatório preliminar, Cunha foi derrotado por 11 a 9, ou seja, uma margem muito pequena. Pinato, que sempre foi contrário a Cunha, renunciando, proporcionou o placar de 10 a 10. Diante de tudo isso pode ocorrer uma virada do presidente da Câmara. O presidente do Conselho de Ética, José Carlos de Araújo, afirmou mais cedo, não saber se Pinato tinha renunciado ou "sido renunciado".

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José também declarou que o jogo está desenhado para a vitória de Cunha. Pinato rebateu as críticas dizendo que sua renúncia não tem nada a ver com manobras para ajudar Cunha. O deputado disse não tolerar isso e sua renúncia foi pedida mediante a diálogos e construção, em nenhum momento foi sob pressão. Nervoso, o deputado Fausto Pinato ressaltou que, se estão preocupados com sua saída, é só cederem uma vaga e ele volta, não tem nenhum problema quanto a isso. O processo de cassação de Cunha, por quebra de decoro, é analisado pelo Conselho de Ética. O peemedebista é acusado de contas bancárias secretas no exterior e mentiras ao depor na CPI da Petrobrás, quando revelou não existir essas contas.

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