Na noite desta terça, integrantes do #PT (Partido dos Trabalhadores), PDT (Partido Democrático Trabalhista), PPS (Partido Popular Socialista), PC do B (Partido Comunista do Brasil) e REDE ingressaram com uma ação na Procuradoria-Geral da República contra Romero Jucá, exigindo que haja a abertura de um inquérito contra o senador do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) por conta da reportagem da Folha de São Paulo.

Na última segunda, o veículo paulista publicou uma conversa do então Ministro do Planejamento com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (empresa subsidiária da Petrobrás), na qual ambos estavam levantando a hipótese de criar um "pacto nacional" para reduzir os impactos causados pela Lava-Jato, operação da Polícia Federal (PF) que tem, como principal objetivo, reduzir a corrupção na sociedade brasileira.

Simultaneamente, os membros do PT também pedem a paralisação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, presidente afastada há quase duas semanas. Em entrevista concedida ao portal eletrônico da revista Época, o senador José Pimentel, petista do Ceará, lembrou que Jucá foi quem construiu todo um ambiente para a saída da governante e, ao mesmo tempo, viabilizar o trabalho da Lava-Jato.

"Pedimos que a PGR dê celeridade a esse processo", declarou Pimentel, que, assim como seus demais correligionários, descartou pedir a prisão preventiva de Romero Jucá, ao contrário do PSOL (Partido da Solidariedade), que não ingressou na ação conjunta contra o senador peemedebista.

Já Lindeberg Farias, da bancada carioca do PT, adotou um discurso mais firme. Segundo ele, essa denúncia é mais grave do que a delação premiada de Delcídio Amaral, pois fala de cerceamento do trabalho dos órgãos de justiça.

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"Parece uma quadrilha parlamentar tentando afastar uma presidente honrada, honesta", complementou o senador.

A reportagem da Folha gerou tamanho desconforto a Romero Jucá, que,em entrevista coletiva, ele anunciou a sua licença do cargo de Ministro do Planejamento por tempo indeterminado. Enquanto o presidente em exercício Michel Temer não escolhe quem ocupará a cadeira vaga, Dyogo Oliveira, secretário-executivo da pasta, assume a função interinamente.  #Lava Jato #Dentro da política