Com a iminência de Michel Temer assumir a Presidência da República nos próximos dias, a sua linha sucessória é formada por dois políticos que somam 18 pedidos de investigação no Supremo Tribunal Federal.

Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro e presidente da Câmara, é réu em ação penal no STF. Ele também responde a mais três inquéritos e uma denúncia na Operação Lava Jato. Ontem (02), Rodrigo Janot, procurador-geral da República, pediu que o Supremo abrisse mais uma investigação contra o presidente da Câmara, dessa vez baseada na delação do senador Delcídio Amaral, ex-petista e agora sem partido.

Já Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas e presidente do Senado, é alvo de doze inquéritos no STF.

Destes, nove são sobre investigações do esquema de Corrupção na Petrobras, outros dois sobre possível irregularidade no pagamento da pensão de sua filha de relacionamento extraconjugal e mais um da Operação Zelotes.

Se o Senado votar a favor do Impeachment, a presidente Dilma será afastada por pelo menos 180 dias do cargo. Nesse caso, Michel Temer se torna presidente em exercício. Cunha, o próximo da linha sucessória, não se torna o vice-presidente, mas assume o cargo no caso de Michel Temer viajar para fora do Brasil. 

O fato de Cunha, que já responde a uma ação penal, ter a possibilidade de assumir a Presidência tem causado polêmica. Teori Zavascki, ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmou semana passada que irá levar o debate para o plenário da Corte. Lá, eles devem discutir sobre a possibilidade de afastar Eduardo Cunha do comando da Câmara.

Os melhores vídeos do dia

Rodrigo Janot já pediu o afastamento de Cunha em dezembro de 2015. O processo, no entanto, segue parado no Supremo desde então. A informação de que o caso pode voltar a andar começou a circular recentemente no tribunal. Já Renan Calheiros responde a mais inquéritos que Eduardo Cunha, mas o debate não o atinge. Ele é o terceiro na linha sucessória, mas ainda não se tornou réu em nenhuma das doze ações em tramitação no STF, enquanto Cunha é o primeiro réu parlamentar em ação na Operação Lava Jato.

Saiba mais

Dilma Rousseff prepara renúncia e deve pedir novas eleições, diz jornal