A presidente Dilma Rousseff (PT) vem demonstrando um discurso mais firme diante do processo de Impeachment. No mês de abril, antes de Dilma comparecer a um congresso da ONU, o STF proibiu a presidente de pronunciar sobre o golpe nos veículos tradicionais de comunicação, assim como a oposição, que temia que Dilma fizesse de sua fala na ONU um discurso de ajuda para o país.

Presidente denuncia golpe contra a população brasileira

Dilma não esconde seu descontentamento com o processo que vem sofrendo, que ela e a população que defende sua permanência, intitularam de 'golpe'. Para muitos, o processo de impedimento que a presidente vem sofrendo, não possui embasamento jurídico algum.

Para os militantes e manifestantes pró-governo Dilma, o impeachment é um processo completamente de cunho político.

Em entrevista concedida ao site do Partido dos Trabalhadores (PT) Dilma falou sobre o plano de governo de Michel Temer, que pode assumir a presidência, caso Dilma seja afastada. Dilma lembrou sobre o processo de impeachment e sua conduta, além disso ressalvou a importância dos programas sociais implantados pelo PT, uma bandeira defendida por ela.

Dilma fala sobre os planos de governo de Temer

Se Michel Temer (PMDB) assumir a presidência, em seu plano de governo, chamado Ponte para o futuro, o vice-presidente já falou em cortes nos benefícios sociais. Segundo um estudo apontado por pesquisadores, o corte no Bolsa Família será expressivo, visto que Temer já sinalizou deixar de investir gradativamente no programa até sua extinção gradativa.

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Dilma mandou recado para seus eleitores e para toda a população, "ele vai transformar o Bolsa Família em pó'', comentou a presidente ao falar sobre os somente 5% da população que receberá o benefício no eventual governo Temer. 

Tudo indica que se Dilma for afastada, Temer não será bem visto pelo população. É o que revela as pesquisas realizadas pelo DataFolha e VoxPopuli, onde Temer possui índice de rejeição ou maior que de Dilma. Outro político que bateu recordes de rejeição foi Geraldo Alckmin (PSDB), o governador de São Paulo tem mais de 60% de rejeição no estado, segundo pesquisa divulgada recentemente.