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A presidente Dilma Rousseff terá mais uma semana de tensão quanto ao processo de impeachment. Se o plano do relator do caso, Antônio Anastasia (PSDB-MG), ocorrer bem, seu relatório deve ser votado na sexta-feira (6). O tucano já sinalizou que irá apresentar o parecer favorável a continuidade do processo na quarta-feira (4).

Depois de uma semana tensa na Comissão do Impeachment no Senado, com ataques de ambos os lados, e um show à parte da advogada Janaina Paschoal, autora do pedido de impeachment, a previsão é que essa semana seja de mais debates e discussões acaloradas no Senado Federal.

Rito da semana

Os trabalhos na Comissão já começam fortes nesta segunda-feira (2), quando três nomes indicados pela oposição serão ouvidos, são eles: Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas; Carlos Veloso, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e José Maurício Conti, professor do Departamento de Direito Econômico, Financeiro e Tributário da USP.

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Na terça-feira (3), os convidados pela defesa é que irão falar na Comissão. Farão parte da defesa da presidente Dilma Rousseff: Geraldo Luiz Mascarenhas Prado, professor de Direito Processual Penal da UFRJ; Ricardo Lodi Ribeiro, professor adjunto e diretor da Faculdade de Direito da UERJ e Marcello Lavenère, ex-presidente do Conselho Federal da OAB.

Depois de serem ouvidos acusação e acusados, Anastasia deverá apresentar seu parecer na quarta-feira. No dia seguinte, quinta-feira (5), a defesa da presidente Dilma Rousseff terá o direito de fazer todas as contestações do parecer tucano. A previsão é que já na sexta haja a votação do relatório do senador Anastasia, assim superando mais uma fase do processo de impeachment.

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Trâmite do processo

São precisos 11 votos, dos 21 no total, para que o parecer seja aprovado na Comissão. Independente do resultado, ele será encaminhado para o plenário do Senado.

Após a votação na Comissão, o resultado será lido em plenário e publicado no Diário Oficial da Casa, levando 48h para entrar na ordem do dia. Não existe nenhuma previsão oficial ainda de quando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o colocará em votação