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O ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR), foi condenado nesta sexta-feira (6) a 2 anos e 8 meses de detenção por caluniar o juiz federal Marcelo Leonardo Tavares. Porém, não será desta vez que o político de Campos dos Goytacazes irá para a cadeia: a pena foi convertida no pagamento de 532 salários mínimos (R$ 468.160,00) a título de multa, além de mais 200 salários mínimos (R$ 176 mil), além de prestação de serviços à comunidade.

Em 2010, Garotinho já havia sido condenado na Justiça Federal a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha, que também foram convertidos em serviços à comunidade e suspensão de direitos. Procurado, o ex-governador não quis falar com a imprensa sobre a condenação de hoje, a qual ainda cabe recurso.

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Em seu blog, nos anos de 2011 e 2012, Garotinho fez duras críticas ao juiz Marcelo Leonardo Tavares, e seu irmão, o coronel da PM e ex-árbitro da FIFA Aristeu Leonardo Tavares, por causa da ação que condenou o político. O ex-governador chegou a dizer que "o processo foi uma armação política e o juiz foi parte dela", que a decisão que o condenou "foi encomendada" e "o irmão do juiz esteve lotado durante todo o processo em cargos de altíssima confiança no governo de Sérgio Cabral", seu desafeto político.

Confusão em família

No início de abril, veio à tona uma polêmica entre Anthony e sua filha, a deputada federal Clarissa Garotinho (PR-RJ). Mesmo fazendo forte oposição ao Governo Dilma, o pai não queria que sua filha votasse contra os projetos sociais da petista, e chegou a brincar que se desse voto 'sim' ao impeachment, deveria remover o sobrenome Garotinho.

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“Eu chorei quando eu vi que não poderia votar pelo impedimento de Dilma. Estou grávida. Não posso pôr meu filho em risco", declarou a deputada, já bem perto do parto.

Clarissa acabou passando mal no dia da votação e pediu licença de 120 dias da Câmara. Indiretamente, foi um foto a favor de Dilma, mas que não mudou a situação do processo. Curiosamente, em 2008, a mãe de Clarissa e esposa de Anthony, Rosinha Matheus, entrou na Justiça para não usar o sobrenome "Garotinho" no seu material de campanha à prefeitura de Campos.