A jurista Janaína Paschoal se viu no centro de uma polêmica ao admitir que recebeu um pagamento do PSDB para fazer um parecer sobre o Impeachment. Presente na sessão de quinta-feira na Comissão Especial do impeachment no Senado Federal, ela confirmou o trabalho e o pagamento de R$ 45 mil. No entanto, disse que cobrou o valor por não ter vínculo algum com o partido.

A revelação causou desconforto com a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT), que entendem que o processo de impeachment não está tendo a devida imparcialidade.

O relator da comissão no senado é o tucano Antonio Anastasia (PSDB-MG) e sua escolha já havia causando insatisfação com os quadros políticos governistas.

No entanto, Janaína fez questão de ressaltar que não é tucana e que não tem a pretensão de entrar na política. Segundo ela, a sua personalidade não é de quem entraria na classe. Ao mesmo tempo, ela fez críticas aos PSDB, que, em sua análise, faz uma oposição “fraca” ao governo.

“Nós só apresentamos esse pedido de impeachment porque o PSDB faz uma oposição bem fraca. Olha bem para a minha personalidade e me diga se sou tucana. Não quero mais ninguém me chamando de tucana”, disse Janaína.

O processo de impeachment de Dilma Rousseff segue sendo trabalhado pela comissão especial no Senado Federal. A tendência é que a votação em plenário, que definirá o futuro da presidente, ocorra no dia 11 ou no dia 12 de maio.

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Lula PSDB

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