Com o processo de delação premiada quase finalizado, o diretor da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht, investigado pela Operação Lava Jato, em que permanece preso na sede da Polícia Federal (PF) de Curitiba, sob as acusações de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas (Crime de Corrupção), deu inicio a uma série de depoimentos que acusam, inclusive, a presidente Dilma Rousseff entre outros, de participação nas negociações para livrá-lo da cadeia.

Em depoimento aos procuradores da Lava Jato, o empresário afirmou que a presidente Dilma entrou no circuito para assegurar a sua liberdade, logo no início de sua prisão em junho/2015, conforme edição de sábado(07) no jornal “O Globo”.

Também utilizou as declarações para citar sobre a articulação realizada que envolve o Ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, indicado e nomeado por Dilma, com o propósito de relaxar as prisões de empreiteiros da Lava Jato para a relatoria da Operação no Superior Tribunal da Justiça (STJ).

A notícia de Navarro já vinha ganhando ênfase desde quando o senador Delcídio do Amaral (sem partido político), também delatou o mesmo conteúdo em seu benefício de Delação. Então, foi justamente com esses subsídios que o Procurador Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, solicitou a abertura de investigações de Rousseff junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, a presidente em meio aos compromissos presidenciais, realizou declaração pública sobre o assunto reforçando a sua tese dizendo que nunca teve contas no estrangeiro e jamais participou de crimes de corrupção, alegando ainda que as declarações de Delcídio são “absolutamente levianas e mentirosas”, afirmou.

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Lava Jato Corrupção

Marcelo Odebrecht falou ainda no ex-ministro da fazenda Guido Mântega e o atual presidente do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, também faziam parte da equipe e utilizavam de sua posição profissional para cobrarem doações de empresários, para a campanha política de Dilma.

Segundo a reportagem, os aliados da presidente Guido e Luciano entraram em contato com vários empreiteiros e solicitarem a presença de todos para uma reunião com o atual ministro Edinho Silva, que naquela ocasião era o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT).

Odebrecht também teria informado que, em determinada ocasião, o presidente do BNDES havia perguntado a um dos executivos de empreiteira se ele conhecia Edinho Silva, aquilo repercutiu mal, pois, era uma forma de pressão. Em seguida, foi assinado o acordo para as doações com a titularidade das empreiteiras.

Portanto, em decorrências das declarações o PGR solicitou investigação criteriosa para apurar toda a veracidade dos fatos.

Mas hipoteticamente sabemos que há precedentes, pois, o benefício da Delação Premiada somente deve ser acolhido após a verificação concreta de indícios, então, vamos aguardar novas informações.

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