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O empresário Marcelo Odebrecht enfrenta dias de grande apreensão, devido ao aprofundamento das investigações sobre um dos maiores escândalos de Corrupção da história do Brasil, o chamado "Petrolão", responsável por desvios bilionários num esquema de propina que sangrou a Petrobrás, a maior estatal brasileira. O empreiteiro, dono da maior construtora do País, a Odebrecht, entregou ao juiz federal Sérgio Moro, responsável por comandar a Operação Lava-Jato, uma defesa prévia, solicitando que a presidente afastada Dilma Rousseff, além dos ex-ministros Antônio Palocci, Guido Mantega e Edinho Silva, possam atuar a seu favor como testemunhas de defesa na ação penal em que é réu, por práticas que revelam à associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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Marcelo Odebrecht, num gesto de grande preocupação, resolveu encaminhar a solicitação para que Dilma seja uma de suas testemunhas ,com o intuito de minimizar ou atenuar os crimes cometidos. Vale ressaltar que o empreiteiro, um dos mais ricos do País, instituiu em sua própria empresa, um setor que alimentava a distribuição de propinas oriundas do mega esquema de corrupção da Petrobrás.

De acordo com os investigadores da Operação Lava-Jato, existia um departamento responsável por pagamento de propinas dentro da empresa Odebrecht, fato que despertou grande atenção da Polícia Federal, já que esse setor costumava lidar com o envolvimento de funcionários da empresa, a mando de Marcelo, com a tarefa de distribuir valores exorbitantes ao se considerar altas somas de dinheiro, fruto de propinas em operações fraudulentas diárias realizadas pela empreiteira. A fase de investigação da PF, em que se descobriu todo esse esquema na maior empreiteira do País, foi chamada de "Operação Xepa".

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Defesa quer Dilma

O juiz Sérgio Moro ainda não se pronunciou se aceita ou não, a solicitação de Marcelo Odebrect para que arrole a presidente afastada Dilma Rousseff, como sua testemunha de defesa. Além disso, um documento assinado pelos advogados de Marcelo, Nabor Bulhões e José Carlos Porciúncula, encaminhado ao juiz paranaense, refere-se a um pedido da defesa para que Moro absolva Marcelo sumariamente, já que o empresário foi condenado em outra ação penal. Em março deste ano, Marcelo Odebrecht foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.