O deputado federal Maurício Quintella Lessa, do PR, foi escolhido pelo presidente interino para assumir o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. No entanto, como outros de seus colegas de primeiro escalão, Quintellajá teve problemas com a justiça, incluindo uma condenação em 2014.

Maurício Quintella, juntamente com mais 9 indivíduos, foi alvo da Operação Gabiru, que investigou esquema de desvio de verbas nos programas de merenda e transporte escolar, ocorridos quando o ministro foi secretário de Educação.

Entre os atos apurados, estão a autorização, por Quintella, do pagamento de 279 mil reais de uma só vez para a empresa fantasma Torres & Queiroz, referentes a 90 mil dúzias de ovos. Apesar da autorização ter sido concedida em dezembro de 2004, a entrega começou somente em maio de 2005, mas apenas metade dos produtos chegaram.

Investigações da extinta Controladoria Geral da União revelaram uma relação de bastante proximidade entre o mentor do esquema, o empresário Rafael Torres, e o então secretário Quintella, e escutas telefônicas autorizadas pela Justiça confirmaram inclusive pagamento de propina.

O processo, que foi aberto em 2008, denunciava irregularidades diversas na área da Educação, como a ausência de licitação para aquisição da merenda escolar, compra de alimentos superfaturados, irregularidades na aquisição dos livros escolares e no transporte dos alunos - financiados pelo governo federal -, além do desvio de recursos federais para o governo do estado e irregularidades referentes à contratação de professores monitores. Tudo teria acontecido durante o governo de Ronaldo Lessa, entre 1999 e 2006, primo de Maurício Quintella.

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Corrupção Michel Temer

Segundo decisão da Justiça Federal proferida em 15 de agosto de 2014, Quintella e outros 9 envolvidos foram condenados a ressarcir os cofres da União em mais de 133,6 milhões de reais. Ele nega as acusações e recorreu à decisão da Justiça.

Apesar de seu passado, Quintella não foi apenas eleito para seu quarto mandato como deputado federal, mas agora compõe o time de ministros escolhido por Michel Temer. Ele renunciou ao cargo de líder do PR na Câmara para votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

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