O pedido do advogado da União foi aceito pelo presidente da Câmara Waldir Maranhão (PP-MA).

Acaba de ser noticiada pela assessoria da Câmara que Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara, acatou o pedido do advogado da União, José Eduardo Cardoso, de anular o processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff e irá fazer um pronunciamento no Salão Verde, às dezesseis horas, para explicar sua decisão.

O deputado está substituindo interinamente Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados no Congresso.

A notícia foi recebida com grande surpresa em Brasília na manhã desta segunda-feira (9). A decisão do processo de impeachment começou a levantar questionamentos sobre as razões que levaram Waldir Maranhão a atender ao pedido do advogado José Eduardo Cardoso.

Waldir Maranhão, em nota para imprensa, ressaltou que as sessões dos dias 15, 16 e 17 de abril deveriam ser anuladas, pois os deputados precipitaram seus votos.

Também argumentou sobre a forma como o resultado foi publicado. Segundo ele, deveria ser por meio de uma resolução.

Com o processo ainda a ser votado pelo senado na quarta-feira (11), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), é quem pode se manifestar se acata ou não o pedido da Câmara.

Técnicos do Senado afirmam que o Senado pode sim votar o processo de impeachment em plenário na quarta-feira, mesmo com a decisão do presidente interino da Câmara.

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Partidos de oposição preparam um questionamento formal sobre a decisão de Maranhão. O presidente da Ordem dos advogados do Brasil (OAB), Carlos Lamachia, que apóia o impeachment de Dilma, disse que vai entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal para debater a decisão de Waldir Maranhão.

Waldir Maranhão tomou essa decisão depois de uma reunião com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Dino é contra o afastamento de Dilma e um dos principais defensores do governo e voou no mesmo jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) de São Luís (MA) para Brasília, na noite de domingo (8).

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