Nessa terça-feira (24), o presidente interino Michel Temer fez um discurso exaltado afirmando taxativamente que não é nenhum “coitadinho”  e que sabe, como ninguém, “lidar com bandidos”, pois já exerceu o cargo de Secretário de Segurança Pública, do estado de São Paulo.

“Tenho ouvido os outros falarem a meu respeito da seguinte forma: Temer está muito frágil, coitadinho, não sabe governar. Conversa! Em minha carreira, eu já fui Secretário de Segurança Pública duas vezes em São Paulo e tratava com bandidos”.

Temer disse as palavras acima batendo na mesa e terminou seu discurso com as seguintes palavras:

“Então eu sei o que fazer no #Governo”.

Temer surpreendeu a todos com comportamento explosivo e disse que seu governo não tem compromisso com erros

Conhecido por sua serenidade e perfil calmo, #Michel Temer surpreendeu os governistas da base que estavam com ele no Palácio do Planalto e que participavam das discussões das medidas econômicas referentes à nova meta fiscal.

Temer ressaltou em seu discurso que o seu governo não será isento de erros, mas que também não tem nenhum compromisso com erros.

“Quando houver equívocos, tem que rever a posição. Se fizer o equívoco, consertá-lo-ei.”

Temer fez a declaração sobre erros de seu governo tentando responder às críticas constantes que está recebendo da oposição de que seu governo está cometendo erros e fazendo recuos.

Jornalistas questionaram se Temer se referia à classe social e artística

quando se referiu a bandidos

Jornalistas presentes fizeram uma pergunta capciosa e tentaram colocar o ministro Geddel Vieira Lima contra a parede no que diz respeito à declaração de Temer que sabia lidar com bandidos.

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Os jornalistas tentaram fazer uma comparação da fala de Temer em “bandidos” aos movimentos sociais que protestam em frente à casa de Temer, em São Paulo, e à classe artística que protestou contra o fim do ministério da Cultura.

Geddel Oliveira se esquivou bem da pergunta e ressaltou:

“A referência de Temer a bandidos foi apenas de sua gestão de secretário de segurança pública na década de 80 e 90, portanto, não cabem novas ilações”. #Crise-de-governo