O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em pronunciamento na sessão ordinária do Senado nesta tarde, considerou que a decisão do presidente em exercício da Câmara Waldir Maranhão, que anula a sessão que votou o Impeachment, é "intempestiva e política" e que a decisão colegiada deve ser considerada, em detrimento de ações unilaterais e por isso continuaria com a leitura da decisão da comissão do Impeachment e o ofício que pedia que o processo retornasse à Câmara seria desconsiderado.

A decisão causou tumulto, com senadores governistas aos gritos pedindo questões de ordens, tendo que a sessão ser interrompida por dois minutos para que, segundo o presidente Renan, "os senadores gritassem em paz".

Após o retorno, o senador José Pimentel (PT-CE) apresentou questão de ordem contra a decisão do Renan e pediu que o processo retornasse à Câmara.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que estava com a palavra após a questão de ordem de José Pimentel, criticou o presidente do Senado e disse que Renan estava desconsiderando a decisão da outra casa e que sua decisão deveria ser repensada.

A sessão ainda acontece neste momento, e os senadores discutem a decisão do presidente Renan de continuar com o processo de impeachment.

No momento o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) está defendendo a decisão de Renan Calheiros e pede que a decisão de Waldir Maranhão deve ser desconsiderada.

Certo é que ainda há muitos desdobramentos, mas a continuidade do processo de impeachment deve ser garantida pelo Senado até que haja algum posicionamento do STF. Segundo a oposição não há motivos de anulação da sessão do impeachment, e que não há previsão disto na Lei do Impeachment e que a decisão é política, sem base legal e deve ser desconsiderada.

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Lula Corrupção

Alguns também pedem a perda do mandato do deputado Waldir Maranhão, defendendo que não há condições de Waldir continuar presidindo a Câmara Federal. O deputado Arthur Maia (PPS-BA) se pronunciou a respeito decisão de um grupo de partidos de pedir a cassação de Waldir Maranhão: "A decisão dele foi ilegal e ilegítima, pois confronta a posição de 367 deputados (que votaram a favor do impeachment)", afirmou Maia. Para o deputado baiano, o ato de Maranhão é "algo muito grave". "Ele não pode, buscando motivos pessoal e político, tomar uma decisão dessas", criticou.

Seis partidos pedem a cassação do mandado de Maranhão: PPS, Solidariedade, PMDB, PSDB, DEM e PSC. Esses partidos entrarão com representação no Conselho de Ética.

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