A empreiteira Odebrechtpromete sacudir Brasília muito em breve. Em cumprimento ao acordo negociado com os procuradores da Lava Jato, a empreiteira revelará os dados do repasse de R$ 12 milhões acordados para abastecer a campanha de reeleição de Dilma Rousseff. A empresa fornecerá detalhes do esquema de divisão da propina. Segundo informações publicadas na revista ISTOÉ, R$ 6 milhões foram pagos à João Santana e outros R$ 6 milhões foram encaminhados para o PMDB.

Em sua negociação com o ministério Público Federal, a Odebrecht se compromete a entregar vários documentos, relativos à doação de dinheiro para o caixa dois da presidente afastada. Entre os documentos, constam planilhas detalhadas com as datas e os valores dos pagamentos, nomes de beneficiários e também contas para depósitos no exterior.

Operadores e contas no exterior

De acordo com um dos membros da força-tarefa da Lava Jato, o executivos da empresa irão identificar operadores e contas que ainda são desconhecidos pela operação.

Disse ainda que algumas das contas já são de conhecimento dos procuradores, as quais os mesmos estão tentando detalhar com a ajuda de órgãos de controle de países que possuem acordo com o Brasil.

No decorrer da semana, a prisão de Zwi Skornicck foi fundamental para a revelação da prática criminosa de lavagem de dinheiro por meio de contratos na Petrobras. Skornick declarou à Lava Jato que os US$ 4,5 milhões que pagou ao marqueteiro João Santana eram para financiar a campanha de Dilma Rousseff por meiode caixa dois.

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Lava Jato Lula

Informações estratégicas

Os diretores da empresa Odebrecht negociam o fornecimento de informações estratégicas com o procuradores da Lava Jato para desmembrar os pagamentos feitos diretamente aos fornecedores da campanha, mas emitidos em nome do PT. De acordo com os procuradores, o Partido dos Trabalhadoresapresentou despesas tiradas do caixa oficial da campanha à Justiça Eleitoral, apesar de não ter usado os recursos para esses pagamentos.

A Odebrecht detalhará todos os contratos de obras que foram feitas no exterior com financiamento do BNDES. Nesses casos, não constam o controle de órgãos federais, pois foram negociados diretamente com o ex-presidente Lula.

Declaram ainda que na delação definitiva da empreiteira, entregarão também as provas dos diversos pagamentos feitos em contas no exterior, especificamente nesse caso.

A força-tarefa da Lava Jato cogita abrir nova frente de investigações só para o caso dos financiamentos do BNDES, pois não possuem relação direta com o Petrolão.

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