Nessa segunda-feira, 13, a Comissão Especial do Impeachment dispensou a oitiva de quatro testemunhas de defesa de Dilma Rousseff. Por determinação do STF, Dilma tem direito a até 48 testemunhas.

O objetivo é economizar tempo, uma vez que, nas oitivas da semana passada e graças aos tumultos gerados pela bancada da esquerda, os depoimentos encerram-se após as 3h da manhã.Assim que a decisão foi comunicada aos senadores, a base aliada de Dilma, juntamente com o advogado da petista, José Eduardo Cardozo, se revoltaram e começaram a discutir a fim de reverter a decisão.

Os senadores aliados a Temer que apresentaram o pedido alegaram que é desnecessário ouvir testemunhas que possam vir a repetir a mesma coisa já dita por outras pessoas, logo, entendem que é possível a dispensa de determinadas testemunhas, o que evita exposição de conteúdo redundante e agiliza o burocrático processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Foram dispensados da oitiva:

  • Marcelo Amorim: Ex-coordenador-geral de 'Programação Financeira do Tesouro';
  • Esther Dweck: Ex-secretária de Orçamento e Finanças do governo Dilma;
  • Marcelo Saintive: Ex-secretário do Tesouro;
  • Marcus Pereira Aucélio: Ex-subsecretário de Política Fiscal do Tesouro.

Reação da defesa

Lindbergh Farias (PT-RJ) protestou dizendo que a acusação não quer ouvir os ex-funcionários do Tesouro Nacional, pois, na última semana, todos eles disseram que não houve crime cometido por Dilma em 2015.

Segundo o petista, essa é uma estratégia contra a presidente afastada.

A senadora do partido comunista,Vanessa Grazziotin, sugeriu que os colegas fizessem um acordo para que as testemunhasagendadas para depor nessa segunda-feira fossem ouvidas, uma vez que, segundo ela, já estavam no Congresso, e dispensar apenas as que possuem agendamento de oitiva para terça-feira, 14.

Também houve uma troca de farpas entre a advogadaJanaína Conceição Paschoal, que é uma das autoras do pedido de impeachment em discussão, e o ex-advogado geral da União, Cardozo.

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Em meio ao tumulto, o presidente da ComissãoEspecial, Raimundo Lira (PMDB-PB), concedeu o prazo de 24 horas para que a defesa analise sedeseja incluir as testemunhas dispensadas no rol de testemunhas a serem ouvidas a posteriori.

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