Um objetivo central vem unindo deputados da antiga oposição, PSDB, DEM e PPS, e da atual oposição, PT, PCdoB e Rede: tirar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados. Um projeto de autoria do deputado Roberto Freire (PPS-SP) quer decretar vaga a cadeira de presidente da Casa Legislativa e exige novas eleições. Desde a última semana, líderes dos partidos rivais andam se encontrando com o objetivo de aparar as arestas e aprovar o projeto.

PSDB, DEM e PPS já estão certos que esse projeto precisa ser aprovado, e buscaram apoio nos líderes do PT, PCdoB e Rede, além do deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE). Para aprovar essa proposta, são necessárias assinaturas de líderes partidários que representem 257 parlamentares. PSDB, DEM, PPS e PSB, que já assinaram, juntos, possuem representatividade de 119 deputados. Com a assinatura de PT, PDT, PCdoB e do deputado Sílvio Costa, esse número iria para 209, já que o novo bloco de oposição representa 90 parlamentares.

Dúvidas

Apesar do "inimigo" em comum, não é nada fácil um acerto entre rivais históricos como PT e PSDB. O líder do partido dos Trabalhadores na Câmara, Afonso Florence (BA), coloca em dúvida as intenções tucanas. Segundo ele, a retirada de Cunha da presidência da Câmara pode ser uma forma de preservar seu mandato parlamentar.

Por outro lado, o líder da bancada do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), afirma que a cassação de Cunha é inevitável caso chegue para votação no plenário da Casa Legislativa.

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