O atual ministro das Cidades, Bruno Araújo, declarou nesta quinta-feira, dia 2, que a atual presidente Dilma foi a responsável por um verdadeiro desfalque no seu mais popular e único programa habitacional, o Minha Casa Minha Vida. Segundo o titular da pasta, o Governo anterior passou o que se poderia chamar de um verdadeiro 'cheque sem fundo', ao retirar uma grande parcela dos recursos da chamada faixa 1 do programa.

Deste modo, o governo interino de Michel Temer deverá tentar buscar fundos suficientes para que a parcela da população inscrita nessa classe não seja prejudicada.

Na entrevista coletiva, em Brasília, o ministro das Cidades declarou que, após levantamento feito pela equipe do atual governo, foi verificado que não existem recursos suficientes para que todos os imóveis destinados à faixa 1 possam ser construídos.

Com relação às demais faixas, 2 e 3, elas terão dinheiro suficiente para que as devidas contratações possam ocorrer e que os imóveis sejamconcluídos. Segundo Bruno Araújo, a preocupação atual é que todos os inscritos no programa possam ter a certeza de que os objetivos do Minha Casa Minha Vida deverão ser cumpridos e que o programa continuará funcionando a pleno vapor.

Os esforços para a continuidade do programa já estão em execução, com a solicitação ao ministério da Fazenda para que sejam mantidos todos os recursos necessários para continuidade de sua execução durante todo este ano e de medidas adicionais para a garantia de execução da faixa 1, prejudicada pelo governo afastado.

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Além disso, o ministro das Cidades declarou que deverá publicar novamente a portaria de número 17, que tratava da ampliação do programa. Ela havia sido revogada depois que o presidente interino Michel Temer assumiu o poder, e deverá ser completamente reformulada, sendo adaptada às novas circunstâncias. As novas regras terão como objetivo garantir a aplicação correta dos recursos oriundos dos contribuintes e a devida entrega de todas as unidades habitacionais.

Para isso, só serão permitidas a contratação de empresas que não possuam nenhum tipo de pendência na execução de outras obras e a exclusão de regras internas que possam favorecer determinados tipos de entidades.

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