O ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, entregou-se na manhã desta sexta-feira, dia 24, horas após a deflagração da Operação Custo Brasil, que resultou também na prisão do ex-ministro de Dilma, Paulo Bernardo. Ambos são suspeitos de participarem do esquema que desviava dinheiro de empréstimos consignados de funcionários públicos entre 2010 e 2015.

Além do ex-colaborador do partido e do ex-integrante do Governo, mais sete pessoas foram detidas e deverão ser conduzidas para uma audiência de apresentação ao juiz da Justiça Federal em São Paulo, responsável pela decretação da prisão de todos os acusados.

O PT é suspeito de receber dinheiro desviado de empréstimos consignados

A operação Custo Brasil foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) e investiga o suposto recebimento de valores tanto por parte do Partido dos Trabalhadores (PT), quanto de alguns políticos, dentre eles, o ex-ministro das Comunicações do governo Dilma, Paulo Bernardo. De acordo com as investigações, cerca de R$ 100 milhões teriam sido recebidos pela sigla como resultado do desconto mensal de R$ 1,25 das contas de funcionários públicos que optaram pelos chamados empréstimos consignados.

Esta operação abrangia os financiamentos feitos entre 2010 e 2015.

O esquema teria sido montado durante a gestão do ex-ministro preso e envolve também a contratação de uma empresa de softwares, a Consist, que seria a responsável pela cobrança dos valores nas contas dos servidores. Tanto o ex-ministro, quanto o ex-tesoureiro, negam que tenham recebido qualquer tipo de valor pelas operações que estão sendo investigadas.

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Governo Corrupção

O ex-tesoureiro se apresentou espontaneamente e segundo o procurador Andrey Borges, apesar de negar tais acusações, Paulo Ferreira acabou sendo conduzido à presença dos demais acusados, visto que, já possuía a sua prisão preventiva decretada. O único que ainda se encontra em liberdade é o advogado Guilherme Gonçalves, que já possui um mandado expedido e que seria suspeito de agir como o responsável em repassar todos os valores a Paulo Bernardo.

De acordo com seus advogados, ele ainda não teria se apresentado à Justiça por estar viajando e que deverá fazê-lo imediatamente após seu regresso. Eles reiteram a inocência do seu cliente e afirmam que ele jamais fez a entrega de qualquer soma ao ex-ministro.

Os advogados de defesa de Paulo Pereira, assim como do ex-ministro de Dilma, afirmaram que vão solicitar na Justiça a anulação da prisão de ambos, com a alegação de inocência.

No caso do Paulo Bernardo, eles afirmam que a responsabilidade por firmar o convênio com a empresa de tecnologia investigada era da secretaria de Recursos Humanos e não do ministério das Comunicações.

O PT manifestou nota afirmando que estará à total disposição da autoridades para colaborar com as investigações. Entretanto, seus representantes declararam que a operação deflagrada pela PF nesta última quinta-feira, dia 23, foi mais uma tentativa de associar a sigla a algum fato de natureza criminosa.

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