No início da tarde dessa quarta-feira (29), o ministro Dias Tófoli do Supremo Tribunal Federal (STF) revogou a prisão do marido de Gleisi Hoffmann, o ex-ministro das gestões do governo de Lula e Dilma Rousseff, Paulo Bernardo.

A notícia da anulação da prisão de seu marido fez com que a senadora petista se manifestasse e comentasse o assunto durante a Comissão Especial do Impeachment ocorrida nessa tarde.

Gleisi classificou a decisão de Tófoli como “fundamental”, pois, segundo seu ponto de vista, a prisão de seu marido “não tinha nenhuma base legal”.

“Isso é fundamental para mim e para todos nós que estamos aqui (na comissão de impeachment), porque não tinha nenhuma base legal a prisão acontecer. Inclusive, a decisão judicial ao qual foi baseada a prisão não precisa nem ser advogado para verificar a fragilidade”.

Glesi afirmou que ela e o marido nunca negaram prestar contas à justiça

A senadora também disse que ela e o seu marido jamais se negaram a prestar conta à justiça. Ela afirmou que ambos são pessoas públicas, e que por esse motivo devem responder tudo o que fazem prontamente.

Ela ressaltou em seu discurso que, de forma alguma, deve-se admitir que a justiça não seja seguida e que a Constituição Brasileira deve ser respeitada acima de tudo.

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Corrupção

Gleisi se referiu a Constituição alegando que a Justiça Federal de São Paulo não respeitou o conjunto de normas que regem o país ao decidir pela prisão preventiva de seu marido.

Senadora fez questão de ler trecho da decisão de Dias Toffoli

A decisão polêmica de Dias Toffoli que está causando grande repercussão na mídia teve um trecho lido pela senadora paranaense. Ela leu a parte em que Toffoli afirma que a prisão de Paulo Bernardo configurava “flagrante constrangimento ilegal, passível de correção por habeas corpus de ofício quando do julgamento de mérito da ação”.

 A decisão de Tofoli coincidiu com a declaração dada pela própria senadora na segunda-feira (27), na qual Gleisi Hoffmann disse na tribuna do Senado que a prisão de seu marido tinha a intenção somente de “constranger” o ex-ministro e sua família.

Ao final de seu depoimento, a senadora criticou os próprios companheiros de comissão, dizendo que lamenta os comentários que foram feitos na comissão e que seus companheiros parlamentares julgam primeiro antes de ter informação.

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