O presidente interino Michel Temer (PMDB) bem que tentou manter seu nome longe de escândalos. No início de seu governo, já enfrentou crises com seus ministros, envolvidos em suspeitas de irregularidades. O ministro do planejamento Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex ministro da transparência, Fabiano Silveira, ambos foram gravados pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, delator da Lava Jato

Agora, o palácio do Planalto está apreensivo com o que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) poderá fazer, depois que o Conselho de Ética aprovou seu pedido de cassação.

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Nos bastidores a informação de que Cunha não cairá sozinho, está deixando o presidente Michel Temer preocupado.

Na quinta-feira (16) mais uma baixa no governo, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu demissão do cargo. Ele também foi citado por Sérgio Machado como beneficiário do esquema de corrupção da Petrobras. 

Se já não bastasse o envolvimento de nomes importantes de seu governo na operação Lava Jato, agora foi a vez de Michel Temer ser citado.

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Em delação premiada, cujo sigilo foi retirado na terça (14), o ex presidente da Transpetro citou mais de 20 políticos de sete partidos. E nele figura, pela primeira vez, o nome de Michel Temer. 

Sérgio Machado afirmou, em delação premiada, que o presidente interino Michel Temer negociou com ele o repasse de R$ 1,5 milhão de propina para a campanha do ex-deputado federal  Gabriel Chalita, então candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo, em 2012, pagos pela Construtora Queiroz Galvão.

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Lava Jato Michel Temer

'O contexto da conversa deixava claro que o que o Michel Temer estava ajustando com o depoente era que este solicitasse recursos ilícitos das empresas que tinham contratos com a Transpetro, na forma de doação oficial, para a campanha de Chalita', diz trecho da delação

Segundo Sérgio Machado, o encontro com Temer ocorreu na Base Aérea de Brasília em 2012.

Gabriel Chalita (PDT) é um hoje um grande aliado do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e se desfiliou recentemente do PMDB para ser vice na chapa do petista, já que o partido de Temer tende a ter Marta Suplicy como candidata à prefeitura.

A operação Lava Jato, agora ameaça a governabilidade do PMDB na presidência da República.  

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