Após a queda de três ministros (Romero Jucá, Fabiano Silveira e Eduardo Alves), o presidente interino Michel Temer (PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro) pode ter seu quarto revés. A “bola da vez” seria o Ministro da Educação, Mendonça Filho, do Democratas (DEM). Mendonça ficou famoso ao receber o ex-ator global Alexandre Frota, para discutir propostas educacionais para o Brasil.

Segundo o procurador-geral da União, Rodrigo Janot, há suspeita que o ministro Mendonça Filho tenha recebido cerca de R$ 100 mil em propinas para as eleições de 2014. O político do Democratas nega qualquer recebimento ilícito para sua campanha.

Além deste aspecto negativo, o mês de junho vem trazendo muitas informações que vêm abalando o governo interino. Após delação premiada, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, afirmou que Michel Temer pediu 1,5 milhões de reais em propina para financiar a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012. Segundo a delação, o dinheiro teria saído da empreiteira Queiroz Galvão, também investigada na Lava Jato. A acusação foi negada pelo presidente.

Dia 14 de junho, o presidente da câmara dos deputados e aliado de Temer, Eduardo Cunha (PMDB), foi cassado pelo Conselho de Ética da casa legislativa por 11 votos a 9. E, no começo do mês, ainda houve toda a polêmica em torno dos áudios de Machado, envolvendo políticos de grande escalão do PMDB, como o próprio Eduardo Cunha, o ex-ministro Romero Jucá, o ex-presidente da República,José Sarney, e o presidente do Senado, Renan Calheiros.

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Em pouco mais de um mês de governo interino, podemos perceber que, além das propostas contrárias aos trabalhadores, as polêmicas com relação à Corrupção e propinas vêm abalando o governo Temer. O silêncio entre os grupos tradicionais que fazem pesquisas sobre popularidade de políticos deixa um vazio em relação à aprovação do presidente interino. No entanto, após todas essas polêmicas, seria possível a maioria da população aprovar seu governo? Após a queda de ministros, cassação de aliados, acusações de propinas, discursos contrários à CLT, áudios e delações, é possível que o governo interino se sustente? A presidente deposta, Dilma Rousseff, retornará ao seu lugar de merecimento?