O novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim, sugeriu em reunião de vídeo conferência com servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) que quem tiver "incompatibilidade insuperável" com o governo interino de Michel Temer pedisse voluntariamente a exoneração do cargo. A fala de Torquato soou em tom de ameaça para boa parte do quadro que integra a CGU, que dias antes havia feito um protesto contra o ex-ministro, Fabiano Silveira, que culminou com sua saída do comando da Controladoria.

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A reunião em vídeo conferência serviu para que o novo ministro fosse apresentado aos servidores da pasta. Já de cara, em um discurso que durou cerca de cinco minutos, segundo o Congresso em Foco, Torquato disse esperar que os servidores que possuem "incompatibilidade insuperável" com o governo interino de Michel Temer irão "espontaneamente" pedirem sua exoneração do cargo. Ele ainda completou dizendo que o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle precisa de "compatibilidade politica" com o governo de Temer.

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Em declaração dada ao Congresso em Foco, o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle, Rudinei Marques, criticou a fala de Torquato e disse que o novo ministro não fez nem questão de "velar" a ameaça".

Um fato curioso que chamou a atenção na vídeo conferência é que, durante a reunião, Torquato Jardim se encontrava no mesmo prédio em que foi realizada a apresentação em vídeo. O ministro estava em sua sala, enquanto os servidores nove andares abaixo. Esse detalhe soou muito mal entre os funcionários do ministério.

Vídeo conseguido com exclusividade pelo Congresso em Foco.

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Michel Temer

Protestos dos servidores

Os funcionários do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle não gostaram nada das declarações do novo ministro e cercaram seu carro na tarde de quinta-feira (2). 

Essa não é a primeira vez que servidores da pasta protestam contra o governo Temer. Após as gravações feitas do ex-ministro Fabiano Silveira, em que ele criticava a Lava Jato, servidores da CGU impediram sua entrada no prédio e "lavaram" a entrada de seu gabinete e o corredor.

Os protestos culminaram com a queda do segundo ministro de Michel Temer. 

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