Nesta quarta-feira (15) foram divulgados trechos da delação premiada em que o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse ter negociado R$ 1,5 milhão em propina com o presidente interino, Michel Temer (PMDB).

Dinheiro ilicitamente conseguido através do esquema de Corrupção da Petrobras. De acordo com a delação de Sérgio Machado a “doação” de R$ 1,5 milhões era para a campanha do peemedebista, Gabriel Chalita, para a prefeitura de São Paulo no ano de 2012.

A delação de Machado foi protocoladano STF.

Machado disse que Temer havia afirmado que estava com “problema no financiamento da candidatura”, e questionou se o delator “poderia ajudar”. Segundo trechos da delação Sérgio disse que iria fazer o repasse através de uma “doação oficial”. A delação de Machado diz também que os valores eram repassados em espécie.

Chalita negou ter contato com o delator e assim como também negou pedidos de doações para a sua campanha.

PROPINAS E PSDB

A delação do ex-presidente da Transpetro revelou ainda um segundo esquema de propinas para arrecadação de fundos para a campanha de Aécio Neves (PSDB) à presidência da Câmara no ano de 2001.

De acordo com o documento, Aécio Neves e Machado, além de Teotônio Vilela (então presidente do PSDB) seriam os responsáveis para captar os valores para eleger 50 deputados em troca do apoio a Aécio como presidente da Câmara dos Deputados.

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Governo Corrupção

Na época, Sérgio Machado era do PSDB, ele disse que o valor levantado chegou à R$ 7 milhões, valores que inclusive vieram do exterior.

Os valores, segundo ele, vieram de campanhas de FHC. O delator disse ainda que Aécio Neves era ‘apadrinhado’ pelo diretor de Furnas, na época do presidente Fernando Henrique Cardozo.FHC foi acusado de comprar a sua reeleição em 1998.

AÉCIO E PROPINAS

Não é a primeira vez que o delator cita o nome de Aécio Neves, em uma gravação do mês de março deste ano, entre Machado e Renan Calheiros (PMDB), ele afirmou o senador tucano seria a pessoa “mais vulnerável do mundo”.O tucano também foi citado pelo ex-senador Delcídio do Amaral, devido a isso foram abertos dois inquéritos no STF contra ele.

Rodrigo Janot suspeita que ele recebeu propinas da diretoria de Furnas.

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