A semana promete ser decisiva para o presidente afastado da Câmara,Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética, depois que seus adversários conseguiram adiar a análise do parecer de Marcos Rogério (DEM-RO) que defendea perda de seu mandato, que estava marcada para semana passada. Uma nova sessão está marcada para às 14h30min, desta terça-feira (14), mas o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), tem cogitado uma mudança para quarta feira (15) para uma sala maior.

Todo esseimbróglio foi por causa do provável voto da deputada Tia Eron (PRB-BA), que é aliada de Cunha e que votariapela sua absolvição. A deputada não compareceu para votar na ocasião.

O deputado Eduardo Cunha vem perdendoapoio do Palácio do Planalto e do 'centrão', que estava ao seu lado no processo de impeachment de Dilma Rousseff.Ele não dá sinais de que irá renunciar ao mandato, ideia que ganhou força de seus aliados e dogoverno interino deMichel Temer, que quer evitar mais desgaste.

Segundo informação publicada na coluna de Andreza Matais e Marcello de Moraes no dia (13), no jornalEstadão, Eduardo Cunha disse a interlocutores que, se cair, será atirando e poderá levar cerca de 150 deputados, um ministro e um senador.

O deputado desmentiu em sua conta no Twittera informação do jornal:

O presidente interino da Repúblicafoi aconselhado a não se envolver na defesa de Cunha.

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Política

O PMDB terá que cortar na própria carne pela sobrevivência do governo Michel Temer, além de ter que seguir pautas do 'centrão'. Os peemedebistas já sentem na pele o que o PT sentiu, quando o PMDB dava governabilidade. Agora, Michel Temer passa a ser a vidraça.

A deputada Tia Eron vem sendo pressionada por seu partido PRB a votar a favor da cassação para que a decisão vá ao plenário, além da forte pressão da opinião pública.O voto de Tia Eron pode influenciar em decisões importantes nas eleições municipais de 2016.

O pré-candidato paulista Celso Russomanno (PRB-SP) e o senadorlicenciado do Rio de Janeiro,Marcelo Crivella (PRB-RJ), que também disputará a prefeitura carioca, temem ser cobrados por decisões do partido que tenham forte pressão popular. No plenário, bastam 257 votos para que a cassação de Cunha seja aprovada.

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