O presidente interino, Michel Temer, visitou, nessa terça-feira (14), o Parque Olímpico, que fica localizado na zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Logo após a visita, ele se reuniu com autoridades estaduais, municipais, ministros e também conversou com jornalistas presentes na visita.

Temer disse que não se sente, “nem minimamente” constrangido com a coincidência da data de realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e do julgamento final do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Afinal de contas, os olhos do mundo estarão voltados ao Brasil, mesmo enfrentando grave crise politica.

 “O Brasil não vive em função daqueles que o governam, mas do seu povo e o povo não estará preocupado com isso, estará preocupado com a pujança do Brasil”.

Temer disse que, para ele, ‘tanto faz’ se Dilma estará ou não presente na abertura dos jogos

Os jornalistas perguntaram ao peemedebista sobre o eventual encontro de Temer e Dilma na abertura dos jogos, que está marcada para acontecer no dia 05 de agosto. Temer se esquivou bem da pergunta e simplesmente respondeu que, para ele, “tanto faz” a presença ou não da presidente afastada, na cerimônia de abertura dos jogos.

Temer completou sua resposta, afirmando que o país não deve ter mais conflitos e disputas de brasileiros contra brasileiros e que todos deveriam aproveitar os jogos Olímpicos, pois o evento será uma excelente oportunidade para que haja uma reunificação e pacificação nacional.

Mesmo com o país no vermelho, Temer voltou a prometer ajuda para a etapa final das obras

Michel Temer também comentou que a União irá oferecer ajuda financeira de R$ 1 bilhão para o estado do Rio de Janeiro.

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O dinheiro deverá ser investido na conclusão da linha 4 do metrô.

Temer ressaltou que o momento não é apenas de ajudar com palavras, mas também com as necessidades de origem financeira, pois, segundo ele, algo “extraordinário” está sendo construído no Brasil, com a realização dos jogos Olímpicos.

Do lado de fora, protestos

A polícia militar teve que intervir e conter cerca de 30 manifestantes que empunhavam cartazes de “golpe”. Pelo menos um manifestante teve que ser detido.