A vida de Lula está à apenas uma decisão de ser entregue nas mãos do juiz federal, Sérgio Moro. Nessa sexta-feira, 10, o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo que remeta os autos das investigações e processo de Delcídio, Lula e mais cinco investigados à 'República de Curitiba'.

A decisão final deve ser proferida até quinta-feira, 16, pelo ministro do STF, Teori Zavascki. Lula foi denunciado em maio por obstruir as investigações da Operação Lava Jato, mas desde então os autos estão parados aguardando uma decisão final sobre quem deveria julgá-lo.

As demais investigações contra Lula, como as que envolvem o sítio de Atibaia e o Triplex no litoral, ainda são de competência do Supremo.

Os autos enviados à Sérgio Moro recentemente são provenientes de uma denúncia por lavagem de dinheiro e por falsidade ideológica feitas no Ministério Público de São Paulo.

Teori é quem decidirá em todos os pedidos contra Lula que venham a ser feitos por Janot, pois é o relator da Operação Lava Jato. Segundo a assessoria do ex-presidente da república, a denúncia por obstrução já foi respondida há mais de um mês, ocasião em que o petista alegou inocência e afirmou que sempre agiu dentro do princípio constitucional da legalidade.

Advogados de Maurício Bumlai, Cerveró e Delcídio não se manifestaram sobre o pedido até o momento do fechamento dessa matéria. Já os representantes jurídicos de José Bumlai e Diogo Ferreira, mostraram-se tranquilos e cientes de que o pedido ocorria mais cedo ou mais tarde.

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Em maio, uma revista de circulação nacional e um telejornal mostraram documentos que comprovaram o elo entre Lula e Delcídio na tentativa de comprar o silêncio de Cerveró por R$250 mil em sua delação premiada.

Após a repercussão da denúncia, Lula passou a evitar aparecer em público, mesmo com o processo de impeachment de Dilma em andamento. Somente essa semana o petista voltou a participar de manifestações contra Michel Temer.

Recentemente, Marcelo Odebrecht se comprometeu a entregar para o MPF documentos que comprovam pagamento de propina durante a campanha eleitoral de Dilma e os contratos internacionais da construtoras, dos quais, segundo ele, foram negociados pessoalmente por Lula e financiados pelo BNDES.

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