O clima não é de pura leveza entre Eduardo Campos e Michel Temer. Segundo notícia publicada pela versão eletrônica do jornal Folha de São Paulo deste domingo, o filiado ao PMDB do Rio de Janeiro se encontrou com aliados e queixou-se de um suposto abandono do presidente interino da República durante o processo que elegeu Rodrigo Maia, do Democratas, à presidência da Câmara dos Deputados.

Para ocupar a cadeira que ocupava até renunciar na semana passada, Cunha deu apoio a Rodrigo Rosso, do PSD do Distrito Federal.

De acordo com a Folha, Eduardo Cunha, em conversa com os mais próximos, disse que sentiu "traído", especialmente após se reunir com Temer no último mês de junho. Na ocasião, o carioca teve a expectativa de, renunciando à presidência da Câmara, receberia uma ajuda do Palácio do Planalto para eleger Rosso, o que representaria um caminho mais favorável em conseguir livrar-se de uma cassação de seu mandato, ainda a ser votada em plenário.

Disposto a evitar qualquer tipo de racha nos bastidores, Michel Temer se apressou em telefonar para líderes do "Centrão", bloco de partidos com pouca expressão no cenário político, mas que também apoiavam Rogério Rosso, com o intuito de garantir a manutenção da base aliada do governo.

Essa atitude do presidente, no entanto, não convenceu e os membros do "centrão" garantiram, inclusive, que pode haver retaliação.

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Michel Temer Política

Uma delas seria derrubar o projeto do limite de gastos públicos, uma das atuais prioridades de Michel Temer.

Após Rodrigo Maia derrotar Rodrigo Rosso (285 votos contra 170), Eduardo Cunha se encontrou com aliados e revelou que, depois de arbitrar os dois nomes na eleição da Câmara, Michel Temer mudou o tom em relação ao candidato vencedor quando o resultado final estava sendo definido. Para deputados do "centrão", o apoio do Partido da República (PR) a Maia, que também contou com os votos de PSDB, DEM, PPS e PSB, além de parte do PT e do PC do B, foi estimulado pelo atual Presidente da República.

Procurado pela equipe de reportagem da Folha, Eduardo Cunha negou participar de qualquer articulação durante o processo eleitoral da Câmara dos Deputados.

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