Nesta terça, a defesa de Dilma Rousseff pediu a extensão do prazo dado pela Justiça para apresentar as alegações finais no processo de impeachment. Caso seja aceita essa solicitação, a presidente afastada, ao invés de quarta, poderá apresentar os seus argumentos até a próxima sexta.

Responsável pela defesa da mandatária, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo alegou que pediu esse adiamento porque os documentos relativos ao caso ficaram inacessíveis ao longo do último final de semana.

O advogado também revelou que incluirá novos elementos que podem reforçar a tese de desvio de poder ao se deflagrar o processo de impeachment contra ela.

O fato novo que gerou otimismo aos defensores de Dilma Rousseff foi a decisão do procurador do Ministério Público do Distrito Federal, Ivan Cláudio, de não configurar, como crime, as chamadas "pedaladas fiscais" (atrasos nos pagamentos de valores devidos a bancos e fundos públicos) e a edição de alguns decretos de créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional.

Para reforçar a sua tese, Eduardo Cardozo também incluirá uma declaração de Rose Cardoso, senadora do PMDB peloEspírito Santo e atual líder do governo do presidente interino Michel Temer, na qual ela disse que Dilma Rousseff estava sendo afastada não por causa de irregularidades em seu mandato, mas para atender interesses políticos. Conforme o advogado, a fala da peemedebista comprova o desvio de poder para se implantar o processo de impeachment.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Corrupção Política

Outro ponto a ser utilizado pela defesa de Dilma é o discurso de renúncia de Eduardo Cunha. Ao abrir mão da presidência da Câmara dos Deputados, o político do PMDB do Rio de Janeiro afirmava que estava pagando um preço muito alto por iniciar um processo aberto puramente por "vingança Política". Além disso, também serão incorporadas as gravações de conversas de Cunha com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, nas quais sugeriram a necessidade de tirar Dilma Rousseff da presidência da República.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo