Pouco depois das 13h, o até então presidente da Câmara Eduardo Cunha renunciou ao cargo. Ele anunciou sua renúncia em coletiva de imprensa. Após fazer seu pronunciamento, ele saiu do ambiente sem responder perguntas dos jornalistas. A partir de agora, a Câmara dos Deputados tem cinco sessões para realizar novas eleições para o cargo de presidente da Casa.

Ao entrar no Salão Verde da Câmara, ele foi recebido com gritos "fora Cunha".

Enquanto falava e explicava sua decisão, sua voz embargou e lágrimas surgiram em seus olhos; isso aconteceu quando ele mencionou a sua esposa e sua filha que, de acordo com ele, foram alvo de perseguição.

Eduardo Cunha disse ainda que está "pagando um preço alto" por ter dado o ponta pé inicial no processo de impeachment de Dilma Rousseff e que tem certeza de que esse foi o principal motivo para ele ter sido afastado do cargo.

Para se justificar sobre essa ideia, se referiu a datas: o pedido de afastamento foi protocolado após ele decidir abrir o processo e foi apreciado sem previsão constitucional.

Waldir Maranhão é o presidente interino da Câmara. Cunha se referiu ao seu mandato como "interinidade bizarra", que deixou a Casa "acéfala", e que ele está renunciando pois apenas isso acabaria com a "instabilidade sem prazo".

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Política

A renúncia de Cunha já estava sendo motivo de especulação há algumas semanas. Hoje, entretanto, os boatos de que ele iria renunciar fez os deputados começarem a se movimentar para eleger um candidato à eleição. O nome de preferência de Cunha é o deputado Rogério Rosso, do PSD-DF, mas há ao menos outros 12 candidatos informais interessados no cargo.

Cunha decidiu deixar o cargo de presidente da Casa em reunião ontem (06) de noite, após Ronaldo Fonseca, do Pros-DF, divulgar seu voto na Comissão de Constituição e Justiça.

Ele atendeu apenas um dos dezesseis questionamentos do ex-presidente da Casa sobre a tramitação no Conselho de Ética sobre sua cassação. Até agora, elehavia repetido diversas vezes que não renunciaria de forma alguma.

O processo contra Cunha foi o mais longo da história no Conselho de Ética; durou mais de 8 meses.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo