A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara começou, na tarde desta terça-feira (12), a discussão do recurso do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra a cassação do seu mandato.

Os aliados do deputado Eduardo Cunha estão contado com os discursos que irão acontecer na CCJ. Nesses discursos, cada integrante da comissão tem o direito de falar por 15 minutos, mas os deputados que não fazem parte da comissão também podem falar, porém eles terão direito a um tempo menor, 10 minutos.

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Lembrando que a intenção dos aliados é que o processo seja prolongado para o segundo semestre.

Além deles, quem também pode falar é o próprio deputado Eduardo Cunha, porém a sua presença ainda não foi confirmada, e caso ele apareça, o tempo que ele terá é de 2h30 para fazer seu discurso.

Os adversários não querem arrastar ainda mais esse processo e vão tentar convencer o presidente interino da Câmara para que não abra a sessão plenária hoje.

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Se ele abrir a ordem do dia, todas as comissões tem que interromper os seus trabalhos, e isso vale, é claro, para a CCJ. Caso ele aceite o pedido os parlamentares e não inicie a sessão hoje, o processo só dará continuidade no mês de agosto, depois do recesso parlamentar, que inicia em 17 de julho e encerra no dia 30 do mesmo mês.

Saiba mais sobre a votação para a Câmara dos Deputados

Os deputados transforam os gabinetes em verdadeiros comitês de campanha.

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Política

Os partidos que pertencem a antiga oposição, PSDB, DEM e PPS estão tentando convencer o PSB a retirar a candidatura, com isso, apoiaria o candidato Rodrigo Maia. O PSB já informou que seu candidato será o deputado Júlio Delgado.

Também existe a busca pelos votos do Partido dos Trabalhadores (PT), que vinha negociando com o PPS, DEM e PSDB para apoiar Rodrigo Maia, porém, ontem, recuou. O deputado Celso Alencar Ramos Jacob está atrás desses votos, e quem está operando por ele é Valdemar Costa Neto, que foi condenado no Mensalão e é um dos principais líderes do PR.

Costa Neto quer o apoio do PT para o candidato do PR, e em troca acontecerá a manutenção do apoio ao prefeito de São Paulo  Fernando Haddad, que será candidato a reeleição em outubro.

Podemos observar que até mesmo a eleição municipal entrou na negociação, e tudo isso está sendo feito pela presidência da Câmara, pois se o presidente tiver mais aliados, será mais fácil aprovar projetos.

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