O jornal O Globo desse sábado, 30, noticiou que a assessoria do STF confirmou o início do julgamento do Dilma Rousseff para a segunda-feira, 29 de agosto, encerrando-se na sexta-feira, 2 de setembro.

Segundo o jornal, a decisão foi tomada em conjunto por Ricardo Lewandowsk e Renan Calheiros. Lewandowsk presidirá as sessões do juízo de pronúncia e o julgamento final. Se Dilma sofrer o Impeachment, o próprio presidente do STF que irá lavrar a decisão para a posterior publicação no DOU.

Doze dias após a decisão do impeachment, Lewandowsk passará o cargo para Cármem Lúcia, que será a nova presidente do Superior Tribunal Federal.

Desde a abertura do processo do impeachment, já era de interesse dos apoiadores da saída da presidente que a decisão fosse tomada antes da saída de Lewandowsk, a fim de que um presidente do Supremo não tenha que passar o caso para outro decidir.

Juízo de pronúncia

Lewandowsk também presidirá essa fase do processo do impeachment, que acontecerá dia 9 de agosto. Na ocasião, os senadores se reunirão no plenário, inclusive os que não fizeram parte da Comissão Especial do Impeachment, e votarão se aprovam ou não que o impeachment de Dilma siga para a o julgamento final. Assim como no dia em que o Senado Federal votou o afastamento da presidente da república, a sessão do dia 9 de agosto deve durar mais de 20 horas, encerrando-se no começo do dia seguinte.

O julgamento final

Caso não queira ir ao julgamento, Dilma poderá ser representada por seu advogado, José Eduardo Cardozo.

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Os senadores em plenário poderão interrogar as testemunhas de acusação e de defesa.

A Secretaria-Geral da Mesa do Senado prevê debates orais, mas ainda não foi confirmado se de fato isso ocorrerá durante o julgamento, bem como falta estipular o número de testemunhas a serem arroladas e interrogadas. Essas informações devem ser divulgadas assim que Renan Calheiros divulgar, oficialmente, a data do julgamento.

Pelo menos 54 senadores precisam votar a favor do impeachment para que o mesmo se consume. Para que Dilma fosse afastada em maio desse ano, houve 55 votos favoráveis e 22 contra.