A ex-senadora da República e terceira colocada na última eleição presidencial, Marina Silva (Rede), esteve em São Paulo na tarde desta quinta-feira (28) para prestigiar o lançamento oficial da candidatura à Prefeitura de São Paulo do vereador Ricardo Young como nome da Rede Sustentabilidade.

Além de marcar presença no evento de seu partido, Marina aproveitou para dar sua opinião sobre a atual situação política do país.

Uma das mais interessadas quando o assunto se trata da presidência da República, vide ser o cargo que ela tanto almeja, a ex-senadora criticou tantoa presidente afastada como o em exercício, e, mais uma vez, pediu a cassação da chapa Dilma-Temer, que concorreu a presidência no pleito de 2014.

Segundo a possível futura candidata da Rede à presidência da República, as investigações e denúncias da Polícia Federal no que diz respeito a utilização de Caixa 2 na campanha de Dilma em 2014 reforçam a necessidade de novas eleições.

Marina afirmou que todas as informações a esse respeito exigem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgue a denúncia feita pelo PSDB e casse a chapa Dilma-Temer.

Marina ainda questionou: "Como se pode sustentaruma chapa que foi eleita com recursos de uma base criminosa?".

A ex-senadora Marina Silva possivelmente seja a principal interessada em uma nova eleição presidencial o quanto antes. Terceira força na última eleição, atrás de Dilma e Aécio, a ex-candidata não está nos holofotes das investigações e suas aparições são seguidas constantemente de críticas contra seus principais concorrentes.

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Lula

Aécio possivelmente seria o candidato do PSDB. Ao invés de Dilma, Marina provavelmente teria que enfrenta Lula numa possível eleição presidencial como representante do PT. Os nomes do tucano e do petista aparecem sistematicamente em delações e denúncias, enquanto Marina se vê alheia a esse problema. A rejeição ao nome de ambos cresce cada vez mais, apesar do ex-presidente Lula continuar com uma força muito grande entre seus seguidores.

Marina reforça o discurso de novas eleições já há algum tempo. Fala essa que vem sendo apoiada por alguns senadores, que pedem um plebiscito para que a população seja consultada se querem uma nova eleição presidencial ainda em 2016. Até a presidente afastada, Dilma Rousseff, já afirmou que pretende convocar o plebiscito caso consiga se livrar do Impeachment no Senado Federal.

Segundo Marina, a cassação da chapa Dilma-Temer e a convocação de uma nova eleição seria a chance de todos os partidos apresentarem um programa e dar oportunidade para o amplo debate.

Datafolha

Esse ímpeto da ex-senadora pedindo com afinco novas eleições é justificável, segundo o Datafolha. A última pesquisa presidencial realizada pelo instituto mostra vitória de Marina em todos os cenários pesquisados.

Em um segundo turno contra Lula, Marina teria 44% contra 32% do petista. Já contra Aécio, a possível candidata da Rede teria 46% e o tucano 28%.

Marina ganharia no segundo turno até das opções B e C entre os tucanos, Serra e Alckmin.

Contra o ministro Serra, Marina levaria por 46% a 30%. Já contra o governador Alckmin, a vitoria seria por 47% a 27%.

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