Roberto Carini entrevistou a presidente afastada Dilma Rousseff para o seu programa no SBT, o "Conexão Repórter". A entrevista foi ao ar no último domingo, 21. Com um formato diferente, Cabrini construiu o material, entrevistando Dilma em diversos momentos de seu dia: enquanto andava de bicicleta, caminhando nos jardins do Palácio da Alvorada ou na Biblioteca do Palácio.

Durante a conversa, Cabrini questionou Dilma sobre diversos assuntos "espinhosos" como tortura no Regime Militar, o câncer contra o qual a presidente teve que lutar, as delações de ex-aliados que a acusam de obstrução da justiça, entre outros assuntos.

Mostrou a rotina de uma mulher, a primeira a conquistar a Presidência em seu país, e que agora está na iminência da queda. Por isso, o documentário recebeu o nome de "O crepúsculo no Alvorada".

Com posições firmes, mostra de cansaço, mas disposição de continuar a se defender, a mandatária afirmou que não cogita a possibilidade de renunciar para "não dar este gosto". Ela acredita que renunciar seria uma confissão de culpa, o que deixaria seus opositores em uma posição confortável para condená-la.

Na última semana, a presidenta divulgou uma carta endereçada à população e ao Senado, na qual pede que seja inocentada, ante a ausência de crime de responsabilidade. Ela se comprometeu ainda a convocar um plebiscito para que a população se manifeste sobre a viabilidade ou não de novas eleições antecipadas. A proposta foi vista com desdém pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes.

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Quem também não a enxerga com bons olhos é o presidente do Senado, Renan Calheiros, que voltou a se aproximar de Temer após o afastamento de Dilma.

A proposta do plebiscito anda longe de ser unanimidade, também no campo de esquerda. Presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes também é contra. Para ele, Temer poderá questionar no STF a perda do seu mandato de vice.

O julgamento final do processo iniciará na próxima quinta, 25, às 9h da manhã, e deve durar por até seis dias.

Após o julgamento, se inocentada, Dilma reassume o mandato; se condenada, perde o cargo e fica inelegível por oito anos.

Confira, na íntegra, o programa:

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