A senadora Fátima Bezerra (PT/RN), que é professora, realizou um discurso que mesclou a defesa de Dilma com programas do PT e metáforas linguísticas. Bezerra acusou Eduardo Cunha de ser o responsável por desestabilizar o governo de Dilma Rousseff com ‘pautas-bomba’ e que o deputado federal só aceitou o pedido do #Impeachment, para chantagear a petista.

Fátima também acusou os grandes meios de comunicação de colaborarem com o ‘golpe’, realizando matérias sensacionalistas e parciais sobre o governo de Dilma, assim como foi, segundo ela, na ditadura militar.

A senadora chamou o PSDB de partido dos inconformados por não conseguirem ganhar uma eleição presidencial pela quarta vez consecutiva.

Afirmou que em 1999, quando o Brasil era governado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, morria uma criança a cada cinco minutos no Brasil por causa da fome, totalizando 300 mortes por dia, o que por ano daria mais de 109 mil crianças mortas. Esse dado foi questionado pela oposição após abordagem da imprensa oficial, alegando ser inventado para o discurso.

Para Bezerra, antes de Lula e Dilma, mais de 36 milhões de brasileiros sofriam com a fome, mas que os governos do PT acabaram com a fome no país, além de criar mais 500 escolas técnicas e mais de 2,6 milhões de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

A senadora fez muitos elogios para #Dilma Rousseff e Lula e afirmou, antecipadamente, que seu voto é contra o impeachment, pois não irá compactuar com um golpe político contra uma presidente inocente.

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Defesa de Dilma Rousseff

Os discursos dos defensores da presidente afastada têm sido bem parecidos, onde acusam a oposição de golpe e afirmam que a ré é inocente. Exceto Vanessa Grazziotin, que mais uma vez citou que o impeachment foi encomendado e comprado pelo PSDB, partido de Aécio Neves, principal rival político de Dilma na eleição presidencial de 2014.

Ainda terá, pelo menos, mais duas horas de debates no Senado. A sessão terminará após as 2h, conforme informado pelo próprio presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. #Senado Federal do Brasil