A situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anda complicada. Segundo a Procuradoria da República, não há dúvidas com relação à competência de Sérgio Moro em eventuais julgamentos do petista, revelando, ainda, que Lula 'participou ativamente' do esquema fraudulento de corrupção da Petrobras.

Entenda como tudo aconteceu

Lula vem sendo protagonista de manchetes nacionais e internacionais, tudo porque teve seu nome vinculado ao maior escândalo de corrupção ocorrido no país. O esquema foi arquitetado para ocorrer dentro das dependências da Petrobras.

As investigações correm por conta da Operação Lava Jato, sob o comando do juiz federal Sérgio Moro, da Comarca de Curitiba, no Paraná.

As acusações partiram de suspeitos e condenados, inclusive, do próprio Partido dos Trabalhadores (PT), que levantaram a hipótese de que o ex-presidente seria o mentor de todo o esquema. As confidências foram frutos de acordos realizados entre os investigados e a Justiça, osquais possibilitaram o alcance do benefício de delação premiada, acolhendo claro, os requisitos obrigatórios dentre a devolução do patrimônio adquirido de forma ilegal, além dos esclarecimentos e a veracidade dos fatos.

Diante dos agravantes, o ex-presidente junto aos seus advogados, entendeu, por bem, interpor uma nova petição recursal requerendo a incompetência do juiz Sérgio Moro para o julgamento dos processos em que Lula é acusado. Igualmente especificaram que o magistrado deveria se declarar espontaneamente incompetente.

A resposta de Moro foi imediata, ou seja, indeferiu o recurso deliberando o envio dos autos processuais ao Ministério Público Federal (MPF), para que fossem realizadas, de forma clara, as devidas considerações com relação às duvidas que pairem sobre a sua real competência.

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Lava Jato Sergio Moro

Em uma reportagem do jornal "Extra", o Ministério Público se manifestou sucintamente, alegando que "há elementos" suficientes sobre o vínculo de Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que o ex-presidente participou "ativamente" do esquema de corrupção patrocinado pela Petrobras, além de ter sido beneficiado com vantagens indevidas.

No mesmo sentido, o jornal ainda revelou que o MPF enviou um documento com aproximadamente 70 páginas à Justiça do Paraná, afirmando que o magistrado possuiu extrema competência para julgar o ex-presidente da República.

A defesa do ex-presidente vem, incansavelmente, questionando a parcialidade do juiz federal pelo seu modo de conduzir as investigações. Segundo eles, Moro não tem capacidade para tal finalidade. Em outra ocasião foi requerido, com o mesmo intuito, o afastamento do magistrado, o qual foi intitulado como um "juiz acusatório", conforme peticionaram os advogados de Lula.

A tensão foi tanta que chegaram ao ponto de recorrerem ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, apresentando uma narrativa de todos os fatos sobre a postura de Sérgio Moro, conjuntamente com os Procuradores que integram a Operação da Lava Jato.

Por fim, conforme ressalta o artigo publicado pela BlatingNews sobre a declaração do petista ao revelar a sua estranheza ao dizer: "duvido que tenha alguém que seja mais cumpridor da lei do que eu", tornou-se réu, pela primeira vez, no processo sediado na Justiça Federal do Distrito Federal pela suposta prática de tentar obstruir as investigações da Polícia Federal.

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