Nessa quarta-feira, 31, Dilma Rousseff tornou-se a primeira presidente do Brasil a sofrer o #Impeachment. Por 61 x 21. Apesar do resultado negativo ser esperado, inclusive, pelos defensores da ex-presidente, a votação começou após o horário combinado, pois a defesa apresentou um requerimento de que a inelegibilidade fosse votada, separadamente, do impeachment.

A questão gerou discussões e explicações jurídicas de Ricardo Lewandowski. No fim das abordagens da defesa e acusação, o presidente do Supremo acabou acatando ao destaque apresentado pelo Partido dos Trabalhadores.

Fernando Collor, Ronaldo Caiado e Cássio Cunha Lima tentaram persuadir o presidente da sessão, alegando que não era possível mudar a Constituição Federal para atender um destaque.

Alguns senadores que são favoráveis ao impeachment de Dilma, como Cristovam Buarque, em uma votação separada, são contra a inelegibilidade da ex-presidente.

A Era #PT

Desde que Luíz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República, há 14 anos, a esquerda brasileira esteve em lugar de destaque na política brasileira. Com os últimos escândalos de corrupção e avanços da Operação Lava Jato, que tem como um de seus alvos, o ex-presidente Lula, a popularidade do Partido dos Trabalhadores foi diminuindo e seus aliados começaram a abandonar a sigla.

Hoje, o PT encontra-se isolado, possuindo apoio tímido do PSOL e do PC do B.  As últimas divulgações sobre as eleições 2016 mostram que o número de candidatos do partido diminuiu, da mesma forma, pesquisas também evidenciam que muitos desses candidatos sequer teriam chances de ir ao segundo turno das eleições municipais.

Os melhores vídeos do dia

Com o impeachment de #Dilma Rousseff, o PT volta a ser oposição ao governo, conforme Lula solicitou aos aliados antes de começar o julgamento da ex-presidente. Com o indiciamento de Lula e a possibilidade e Dilma tornar-se alvo da Lava Jato, o partido deixa o patamar de defensor dos direitos sociais, para começar do zero, tentar consertar os seus inúmeros erros e buscar ser aceito, como um partido pequeno que busca uma chance de ser reconhecido.

A segregação política dentro e fora do Congresso Nacional não deve cessar, assim como a defesa de Dilma demonstrou em seus discursos. Nesse momento, o partido dos trabalhadores volta a ser oposição e Dilma e Lula, tornam-se, apenas, os ex-presidentes de uma fase conturbada da política nacional. Assim termina a Era PT, um governo populista que caiu diante dos próprios erros políticos.