Às vésperas de comandar a fase final do julgamento de Dilma no Senado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),Ricardo Lewandowski, recebeu, hoje (24), uma petição popular solicitando a anulação do processo de Impeachment. A petição foi entregue pelo jornalista Fernando Morais, que subscreve o documento junto com os também jornalistasJosé Trajano e Alípio Freire; de Stella Maris de Freitas, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de Laymert Garcia dos Santos, professor da Universidade de Campinas (Unicamp).

O documento faz uma retomada de todo o processo desde a aceitação por Eduardo Cunha, em dezembro de 2015, até o presente momento, apontando vícios e desvios no processo. Para os peticionadores, Cunha cometeu "desvio de poder" e "ofensa à moralidade administrativa" ao aceitar o processo de impeachment.

Questionado se a petição não era uma ilusão, Fernando Morais indicou outras situações semelhantes, encabeçadas por ele próprio, que culminaram em reversão de processos."De cabeça de juiz, bunda de bebê e urna eleitoral nunca se saber o que vai sair", disse em um perfil em uma rede social.

"Aqui no Brasil, em 1981, me aventurei a entrar com uma ação popular contra o general-presidente João Batista Figueiredo para impedir a construção de duas usinas nucleares no santuário ecológico de Iguape-Peruíbe. Ganhei. Aesperança, tal como as sogras, é a última que morre.", brincou o jornalista.

Julgamento Final

O julgamento final de Dilma pelo Senado inicia-se nesta quinta (25) e deve prosseguir por até seis dias.

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A presidenteDilma deverá comparecer na segunda (29) para responder a questionamentos de Lewandowski e dos senadores. Na votação final - que poderá acontecer ainda na segunda - Dilma precisará que ao menos 28 senadores digam "não" ao impeachment. Se isso acontecer, ela retoma o cargo imediatamente. Se o "sim" obtiver mais 54 votos ou mais, Dilma será afastada de vez e perderá os direitos políticos por oito anos.

Temer ficará no cargo efetivamente até 2018.

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