Na última quinta-feira (8), o Governo MichelTemerdivulgoueventuais mudanças na jornada de trabalho. A proposta, que será enviada ao Congresso até o fim do ano, sugere não apenas a alteração da jornada de Trabalho de 8 para 12 horas diárias, como também dois novos tipos de registro: por produtividade e por hora trabalhada.

A notícia causou polêmica entre trabalhadores, centraissindicais e até mesmo dentro do governo.

O atual presidente não gostou de como a informação foi divulgada pelo ministro do trabalhoRonaldo Nogueira e na sexta-feira (9) o Ministério do Trabalho divulgou nota afirmando que a propostanão elevará o número de horasdiárias, mas permitirá uma flexibilização às categorias trabalhistas.

De acordo com o Ministério do Trabalho, o trabalhador poderá ter uma jornada de até 12 horas em um dia, porém em outros dias poderá trabalhar menos horas, o que deve ser decidido entre os coletivos.

O governo afirma que a jornada semanal não poderá ultrapassar carga horária de 48 horas, sendo 44 horas trabalhadas mais 4 horas extras, e ressaltou ainda que não haverá perda de direitos trabalhistas.

A proposta dividiu opiniões no Congresso. O líder do governo no Senado Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB-SP, defende a suposta reforma. "A estrutura do trabalho mudou muito. Muita gente hoje trabalha em casa.

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Vagas Governo

Você não pode hoje, com a economia moderna, viver nos padrões vigorantes na era industrial."

Já asenadora Vanessa Grazziotin, PCdoB-AM, é contrária à mudança. "Se hoje temos jornada de trabalho de 44 horas semanais, divididas em até 8 horas diárias, com intervalo, é porque não estamos tratando com máquinas. Nós estamos tratando com pessoas."

Repercussão das classes sindicais

Em nota, a Força Sindical criticou as possíveis alterações e afirmou que é contra qualquer mudança que retire direitos dos trabalhadores.

A UGT (União Geral dos Trabalhadores), também em nota, posicionou-se contra a reforma. " As mudanças são radicais demais, foram elaboradas e apresentadas sem levar em consideração a opinião dos trabalhadores, e acima de tudo, representam uma grave precarização das condições de emprego e colocam em risco a saúde dos profissionais.", afirmou.

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