Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, foram os alvos da nova operação da Lava Jato, 'Operação Greenfield', realizada nesta segunda-feira, dia 5. A operação tem como objetivo investigar irregularidades em alguns fundos de pensão do Brasil. Léo Pinheiro foi levado coercitivamente pela PF para depor (a famosa condução coercitiva ocorre quando um investigado é levado para prestar depoimentos às autoridades, porém é liberado em seguida) e o ex-tesoureiro do PT foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Tanto Pinheiro quanto Vaccari estão presos em decorrência de outras operações realizadas pela Lava Jato. De acordo com a Polícia Federal, a Operação Greenfield teve, na mira, 74 pessoas, além de 38 empresas e entidades. Foram cumpridos 34 mandados de condução coercitiva, 106 de busca e apreensão e 7 de prisão temporária. Todos os mandados foram ordenados pela 10ª Vara Federal de Brasília.

Léo Pinheiro

No final do mês de agosto um fato não muito comum ocorreu com Pinheiro.

A Procuradoria Geral da República suspendeu o processo para acordo de sua delação premiada, fazendo com que muitas polêmicas e desconfianças fossem impostas contra Rodrigo Janot, procurador-geral da república. O empresário Léo Pinheiro estava a um passo da delação premiada, havia assinado já uma termo de confidencialidade (primeiras fases da delação), mas não havia de fato confirmado o acordo com as autoridades. A suspensão da delação premiada foi revelada pelo jornal "O Globo" e, após isso, acabaram sendo confirmadas pela PGR. O acordo pode ainda acontecer, mesmo apesar da suspensão.

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Polícia PT

Entretanto, os investigadores que estão cuidando do caso acreditam que é bastante difícil que a delação premiada de Léo Pinheiro seja definitivamente concluída, pois uma das principais normas para que o acordo de fato acontecesse era a confidencialidade das informações.

No início deste ano, em janeiro, a equipe de reportagem do G1 e a TV Globo conseguiram acesso a várias mensagens de celular trocadas entre Léo Pinheiro e pessoas que integram os poderes executivo, legislativo e judiciário.

As mensagens constavam em celulares que a Polícia Federal havia apreendido, tornando-se muito importante para investigações da Lava Jato. Em algumas mensagens o ex-presidente da OAS é cobrado por políticos quanto ao repasse de recursos prometido por ele mesmo.

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